sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Duas Imagens- (Fotos Sensiveis) Lago Niassa e Metangula- Histórias de muito Amor.

METANGULA -LAGO NIASSA = FONTE DE INSPIRAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA
Quem poderá esquecer-se deste Poster e da Sua Autora a Dona Rosita Chuquere e do seu
Marido o Saudoso Comandante Chefe do Estado Maior em Metangula. Com devida vénia proporciono ao meu Amigo José Luis Torres para que a possa Mostrar à sua Ilustre Convidada.
. Estavam no auge da Fama, Os Beetles, os Rolling Stones, Os Bee Gees, o The Famili e tantos os outros, era a época Hippi.
Tinha tudo moldado na pequena arreacdação que servia a Piscina e o Campo de Futebol de Salão.
Era o Tempo dos Gravadores Tochiba e Akai . Adquiri um Toshiba que ainda Conservo com 4 pistas sendo que cada uma em mono dura 1 hora e cinquenta minutos, em Sterepo 1h50m de cada lado.
Os discos em primeiro lugar do Top eram por nós adquiridos vindos da Beira.
Era o Tempo da Revista Plateia, madrinhas eram aos montes. Foi a primeira vez que tive de perguntar a um Senhor primeiro Tenente que agora me não ocorre o nome para me explicar o que era isso de Ceruma Brasileira e outro tipo dee Droga que de momento não me ocorre o nome.
O Tempo do Capelão Delmar Barreitros e o Concurso das Misses.
O Conjunto Marco Paulo e a Amália Rodrigues, enfim pçara quem se dizia em guerra não estava nada mau.
Certo que de quando em vez chegavam à Capela do Exército de Metangula Mortos por Minas Accionadas, já que a partir de 1967 a Frelimo tinha feito deslocar a maioria dos seus Guerrilheiros apara a Zona de Cabo Delgado, até porque as populações no Niassa eram escassas e a Frequente destruição de Bombas destrutivas e de Napalm inviabilizavam a produção de Culturas e assim os Guerrilheiros não tinham como se alimentar, já que esse sustento dependia em grande parte das populações.
Este testemunho ainda recentemente foi confirmado (afirmado) por responsáveis (Comandantes de Sector da Frelimo da Zona do Niassa.
JUNTEI FOTOGRAFIAS E RELATOS, OS QUAIS DEDICO AO AMIGO JOSÉ LUIS TORRES SUA COMPANHEIRA E EQUIPA


FORAM ANOS VIVIDOS COM UMA ENORME TENACIDADE- ERA O TEMPO HIPPIE
18 de JUNHO DE 2009
Foi Maravilhoso por intermédio deste blogue ter sido possivel o Amigo José Luis Torres me ter contactado. Desde então temos mantido contactos regulares.
Permitiu-me tomar conhecimento por noticias informativas do que está a procurar implantar e certo que está a desenvolver um trabalho fabuloso.
Importantissimo consultar a Associação Niassa Portugal Amizade.

VAMOS AJUDAR A CONCRETIZAR ESTA ASPIRAÇÃO SOLIDÁRIA - Partilhe-a

AS FOTOS ABAIXO SÃO DE METANGULA LAGO NIASSA -MOÇAMBIQUE

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9Nas Fotos abaixo publicadas em que estamos em fraterna confraternização. Peço aos meus amigos e Camaradas que ao reconhecerem-se me transmitam notícias e contem episódios.
Com um abraço fraterno dos bons velhos temçpos, mas sempre actuais e que a memório não permite que se apaguem. Bem hajam.




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As minhas gravações mentais.

Dão-me a imagem real de quanto foi bom lá ter vivido. Os momentos inesqueciveis. Aprendi a conviver em agrupamento, a saber avaliar o que é uma Guerra de Guerrilha. A Propanda Psiquica. Tenho bem gravado na minha memória e estou convicto que jamais se apagará. A Fotografia que era distribuída em panfletos da Avioneta junto das populações nativas:- O Chinês muito Gordo, a procurar convencer o nativo que ele comia tudo e nada deixava para eles comerem. O Bom Português, muito Amigo; Magrinho, porque comia e repartia. Eramos umas Almas Santas. É aquela máxima :- Quem as conta fica aliviado. Quem as conhece. Fica incomudado.Aprendi imenso:- Hoje sei avaliar; o quanto era importante para os negros que trabalhavam na Marinha, a chegada das sextas-feiras, percebo agora, porque barafustavam uns com os outros e quase se guerreavam para que eu os escolhesse, para os levar comigo a lavarem a piscina.Pois levantava álcool misturado para lavar o quadro de Lousa, onde se escreviam os Brifings e ddeixava o Garrafão onde eles o viam e não se cansavam de me pedir uns copitos quando acabassem a Limpeza. Rápidamente ficava tudo nos trinques,deixavam a piscina a brilhar,nãoera necessário eu estar junto deles, era tal a força e rapidez com que esfregavam, para beberem quando acabassem tivessem assegurado que na próxima semana os voltasse a levar. Valia que a Argamassa era forte e resistente, de contrário não resistiria. Era a Dependência Alcoólica.Só Anos mais tarde o percebi.Essa conversa teve-a comigo um Comandante da Frelimo quando me disse que previam ter de lutar de entre vinte a 25 anos para combaterem a Prostituição e o Alcolismo. Infelizmente essa meta não é realizável, porque as coisas pioraram de tal ordem, que se tornou numa tragédia não só a nivel de Moçambique, mas também a nivel Mundial. Continuando o relato do meu registo de recordações:-As corridas do Comandante Manel ele de Jeep e os Nativos a terem de correr lado a lado na tentativa de lá chegarem primeiro ao campo de aterragem. Se chegassem deplois tinham problemas. Mas claro e evidente, que o Nativo não atingia os 60km, Como tal chegava sempre depois. Era um apanhado do Clima. Porque não voltar a matar as Galinhas do Malawi, ele enterrá-las, nós a desenterrá-las e fazer-mos fortes Ranchos da Porca (Tainas-Patuscadas), mesmo que viessemos de novo a pagar, para que ele não fosse participar de nós ao Comandante. Voltar a comer um Bom Churrasco do Aviário e o Barros Escriturário, com o Dinheiro dos Frangos a tara perdida voltar a comprar uma nova aparelhagem para podermos participar noutro grandioso espectáculo com o Conjunto do Exército, organizado pelo Vitorino. Porque nãovoltar a matar o Gato da Cozinha e a cozinhá-lo, a reorganizar o Grupo de Folrcados para mais uma pega de Caras, ás Vacas, quando elas coitadase cheias de fome mal sed conseguiam manter de pé. (Mas que nos divedrtia-mos é uma realidade. Vo.tar ascalçar as luvas de Boxe e afincadamente continuar os meus treinos, assim como os de Pesos e Alteres.Uma Nova Viagem ás Cantinas,desta feita sómente para beber um sumo, já que há muitos anos álcool não entra. Voltar de novo a trabalhar com o então meu Chefe de Estado Maior no Lago Niassa, o Saudoso Comandante Chuquere. O Todo Militar. Comandante Espadinha Galo, com quem mais tarde vim a estar novamente na Escola Naval. Sei ter tido uma Brilhante Carreira e chegado a Oficial General. O Comandante Simões E Vasconcelos, pessoas maravilhosas que conheci em Nampula. Montar de Novo a Banca da Batota, com o Cabo Rola, Chera, Sotero de entre muitos outros, que seria uma lista demasiada longa. O regresso do Concurso das Misses organizado pelo então Capelão Delmar Barreiros. Os 22 fados da Amália. O Conjunto João Paulo,tantas e tantas outras maravilhosas recordações, que posteriormente e logo que tenha disponibilidade mencionarei. O Privilégio de lá ter regressado e poder estar na noite memorável da Independência.Para quem como eu tinha uma ideia totalmente favorável ás Independências. Não poderia ter recebido melhor prenda. Continuo hoje a considerar-me um priviligiado por ter feito parte integrante dessa guarnição a bordo da Fragata Hermenegildo Capelo. Nesta Comissão, foi-me proporcionado dado a conhecer a maior das Cidades de Moçambique, junto ao Mar. Poder lá estar pessoalmen te. Já que o cargo que exerci, que nos quatro anos de Estado Maior (Serviço de Informações) me proporcionavam conhecer, todas as localidades práticamente existentes nesta provincia,o mesmo acontecendo com as restantes Ex- . Saúdades desse tempo !... São mais que muitas. Saudades da Laurentina e Companhia, os Pires de Camarão e Dobrada, os Frangos no Restaurante Chinês e nas Festas dos Macuas e Nianjas. Ma Parra Inhú Carruane.Muito Obrigado. Por hoje vamos nos despedir com um um Abraço Amigo e a certeza de que um dia destes continuaremos a conversa. Mais vale um minuto bem passado, que um microsegundo a vegetar.


São inúmeras as vezes que recorro ás Fotos das Lanchas no Lago Niassa. Pois é.....


Deslocavam-se assiduamente ao Malawi para transportarem combustível e assim era possivel trazer outrs coisas, como por exemplo, as Famosas e apetitosas galinas e Coelhos etc.etc.


DEDICO ESTE BLOGUE AO AMIGO JOSÉ LUIS TORRES COMO PROVA DE ADMIRAÇÃO
PELO DESAFIO E O AMOR QUE PARTILHA EM TERRAS DE ALÉM - MAR
Dedicatória em 21 de Junho do ano de 2009. Tomei conhecimento por vários Orgãos de Informação, que o trabalho inovador que está a procurar desenvolver é fabuloso. Seja no Campo da Educação, Saúde ou Agricultura.


Importantissimo consultar a Associação Niassa Portugal Amizade.

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UM HOMEM PORTUGUÊS = NOME: JOSÉ LUIS TORRES - UM EXEMPLO

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Do Valdemar Marinheiro com um abraço
29/06/1950
PARTICIPE COM O SEU TESTEMUNHO . RECORDAR É VIVER DUAS VEZES












Um testemunho da minha paixão pela colecção de decalcomanias - Metangula 68
A Boina Simbloliza a amizade que nutria por muitos amigos fuzileiros especiais da 9º Destacamento. Em Metangula deliciavam-os com os seus Jogos de Futebol de Salão.


»Verdadeiros Craques de Futebol de Salão. 9ª Companhia de Fuzileiuros Especiais.«


Recordar é Viver duas vezes
Pleno de Felicidade, porque vê sempre um na Frente
Lago Niassa Metangula, onde ao fundo se vê o Monte Tchifuli e a casa do Lado Direito é o Aviário, no qual se criavam frangos de qualidade supreior

Nas Pedras junto ao Lago, onde nos deliciavamos com osd banhos de sol. Está o fotografo.
Uma Imagem que se repetia diáriamente, Laurentina ou a Dois M (Cerveja)

Gaivotas no Niassa =Farda Branca. (O Corpete)


Homenagem a um gato que matamos e cozinhamos, e acabamos por ter de o comer.
=Rancho da Porca. esteds convivios aconteciam assiduamente- Bebida era mais que muita.

Praia de Metangula, junto ás Palhotas na Povoação. A Bicicleta, O Cão os garotos. Não racismo.

As Vacas comiam Jornais , imitavam as de Cabo Verde. Conseguiamos em dia de sol, quse ver de um lado ao outro. Era frequente antes de serem abatidas fazermos uma garraiada, com pega de caras. Havia na Companhia, Fuzileiros que foram ou eram forcados.


RECORDAÇÕES QUE A MEMÓRIA NÃO DEIXA QUE SE APAGUEM - VIDAS VALIOSA


Passeando em Metangula com um dos muitos Camaradas Amigos que tive o privilégio de conhecer e conviver. Amizades que perduram e que as fotos não deixam que se apaguem.

VIVER EM METANGULA DE MARÇO DE 1968 A ABRIL DE 197O= MUITO VOS DEVO

PRIMEIRO NATAL PASSADO EM TERRAS DE ALÉM MAR «LAGO NIASSA/METANGULA

Uma Camisola que me foi emprestada por um antigo Ciclista do Futebol Clube do Porto que cumpria o serviço militar no Exército em Metangula.


PRIMEIRA MENSAGEM PARA A RADIO TELEVISÃO PORTUGUESA OUTUBRO 1968
Quando ainda e com tenra idade,na minha Aldeia tive a oportunidade de estar junto de um Marinheiro Fardado de Branco, foi digamos um amor á primeira vista. É fácil nos apaixonarmos e começar a viver o sonho de um dia virmos a usar uma Farda igual.
Começamos (ou Melhor eu Comecei) a acalentar um sonho, foi sonho consistente e que durante vários anos foi a minha ambição primordial.
Aconteceu, inúmeras vezes acordar incomodado, chegava a ficar mesmo mal dispostos,quando em alguns desses sonhos, ( ou alucinações) ao acordar convencido que essa minha ambição jamais se viria a tornar em pura realidade.
Para quem nasceu e admite ter sido fabricado ao meio do rio, e cresceu aa escassos metros, sedndo que uma boa parte do tempo era passado dentro dele, e nele estava a sua Profissão (Pescador). Pensar que essa acalentação não se virá a concretizar. Tornava-se muitas vezes fortemente penosa. Cria em nós nos curtos espaços uma enorme desilusão.
Mas na devida altura quando se veio a tornar realidade!...
Foi fascinante!
Mesmo que aos olhos ou na imaginação de alguns possa parecer pouco?
Tudo o que dele podemos desfrutar tem enorme interesse, enche-nos de felicidade.
Ao sermos seleccionados transbordamos de alegria.
É como se tivessemos ganho o Mundo maravilhoso que enquanto muito Jovens acreditamos que exista.
Quando ainda Maçarico. Era corrednte permanente, ouvir dizer a camaradas mais antigos,que era um privilégio único poderem servir a Armada. Num tempo em que a selecção era rigorosa e reprovavam uma grande maioria dos que eram chamados. Afirmavam ainda que amavam a Armada, como uma segunda Mãe.
Tal era o respeito, que lhe tinham,espantoso a forma como amavam e o orgulho nas Fardas que envergavam.
Era mesma a Briosa,no bom sentido da palavra.
Ao ouvi-los tratá-la com tão carinhosamente e zelo. Interrogava-me :! Se e apesar de todos os anos que ambicionei servi-la, se viria a pensar como eles...
Não foi necessário muito tempo.
Era um Virus que nos contaminava rápidamdente.
Só quem teve o privilégio de a servir sabe o que é este sentimento nobre.
Certo que todos os anos que lá andei mais me apaixonarei. Tornou-se num verdadeiro amor perfeito.
Talvez isso, se calhar o virus foi-me contaminando cada vez mais e hoje posso pecar, pelo excesso de zelo, que tenho nas minhas fardas, fitas de identificação que usavamos no boné com o nome do navio, onde estavamos embarcados,a manta de seda e alcache, com as três riscas brancas homenageando o Almirante Inglês pelas´vitórias Navais.
Guardo-as e tenho-as de forma tão estimada e em lugar seguro, como quem receia,que algo de mal lhe possa acontecer, ao minímo descuido ou desleixo.
Conservo-as com todo o cuidado, paixão e amor.
Não dúvido que foi por ter servido a Armada que pude conhecer outros países e outras gentes, que me pude dotar de conhecimentos que me foram proporcionados em missões que desempenhei, que de outra forma. Muito provávelmente seriam impensáveis a sua concretização.
Desses tempos;são inúmeras as maravilhosas recordações. Dos quase cinco anos passados em África. Quatro e meio. São Vividos em Moçambique,desses, dois maravilhosos no Lago Niassa e outros dois em Nampula. As passagens por Ilha de Moçambique, Nacala, António Enes, Beira e tantas outras enchem-me de alegria recordar os bons tempos que lá vivi.Juntando a tudo isto Tanzânia, Cabo Verde, S.Tomé e Principe e Angola. Recordar a feitura do Jornal Tchifuli e belo dia quando perguntei ao saudoso Comandante Shuster. Senhor Comandante, temos dificuldade em arranjar notícias para meter no Jornal, temos aqui tantos que recebemos atrazados.Parece-lhe que poderemos aproveitar deles algumas notícias?
Ele que raciocinava rápido e com preciosidade. Respondeu-me :- É Bem ´Visto.
Leva os Jornais, pega na Tesoura, corta o Cabeçalho onde consta a data .Podemos publicá-las, que as notícias passão a serem frescas.
Foi um êxito a partir de então o Jornal começou a ser muito mais lido e quase devorado.
Como o segredo era a alma do êxito.
Mantivemos o sigilo.
Era uma pessoa humanamente Fabulosa, assim como a sua Esposa.
Como gostaria de poder ter conhecimento de histórias de outros Camaradas da Armada e das Companhias do Exército que lá estiveram. Existem histórias veridicas maravilhosas.
Principalmente a dos apanhados do Clima.
Em Terra rio e mar, ou 22 Anos de Bendita Abstinência, tenho-me referido a este recanto e ex-Provincia Maravilhosa, não esquecendo a Laurentina e a 2 M, que apesar de ser Abstinente há 22 anos não me esqueço desse tempo explêndido.
Certo que muitas vezes abusando excessivamente.
Também verdade que eram poucos os que o não faziam.
Era fruto do Clima e fazia parte do jogo. As consequênciam viriam mais tarde.
Na vespera da Indepência o Abuso de beber uma Garrafa de Wisque, com Raíz de Pau de Cabinda lá dentro, fazendo a despedida com uma MaParra, que segundo ela o Marido tinha ficado no Mato. Era uma Café com Leite convidativo. Mas deixou-me marcas que me obrigaram a um tratamento de um ano seguido extremamente rigoroso.
Felizmente não tive graves consequências. Não as tive posteriormente.Certo que segui o tratamento recomen dado à risca.
Mas Graças há enorme competência do Médico da Escola Naval e do que me tratou no Hospital da Marinha. O que me tratou, era uma Competência Absoluta.
Hoje quando vou ás grandes Superficies. Normalente vou á Peixaria, apreciar o Peixe Espada Preto. Ali recordo os que Pesquei na Baía de Luanda e os Peixes pretos pescados nas àguas do Lago Niassa.
Por hoje resta-me desejar as maiores felicidades a todos quantos por lá passaram. Um Mundo cheio de plena felicidade para o Povo Moçambicano.
Bem merecem, por tudo quanto tem sofrido.
FALANDO COM O MEU AMIGO RIO DOURO.
Olá Amigo e porque hoje é Domingo o vento do sopé que todo o dia soprou fortemente levou a que nos chegássemos ao fim da tarde para a Lareira, a família esteve cá e após o jantar regressou a Nogueira da Regedoura, porque amanhã é dia de pica boi como se diz na gíria, eu como não tenho essa obrigatoriedade fico por cá. E fico bem, pois assim disponho de tempo para dar uma volta pela Internet. Depois de ter ouvido uns faduchos, umas desgarrados e comunicar com a minha mana que se encontra na Venezuela, ficou até ao Lago Niassa em Metangula revi relatos de outros 1968

- PRIMEIRO NATAL EM TERRAS DE AlÉM -MAR -LAGO NIASSA - A PRIMEIRA MENSAGEM PARA A RTP.
Quando ainda com tenra idade,na nossa Aldeia temos a oportunidade de estarmos juntos a um Marinheiro Fardado de Farda Branca,fácil nos apaixonarmos por um dia virmos a usar uma Farda igual.Começamos (ou Melhor eu Comecei) a acalentar um sonho, esse sonho consistente e que durante vários anos passa a ser a nossa ambição primordial.
Acontece, várias vezes acordamos incomodados, chegamos a ficar mesmo mal dispostos,quando em alguns desses nossos sonhos, sonhamos, ( ou alucinamos) acordando convencidos que essa nossa ambição jamais se virá a tornar na realidade ambicionada.
Para quem nasce e cresce junto´ao Rio, nele faz a sua Profissão (Pescador). Pensar que essa acalentação não se virá a concretizar. Torna-se muitas vezes fortemente penoso. Mesmoque acreditemos por pequenos períodos, não deixa de ser penoso. Provocam-nos enorme desilusão.
Mas na devida altura se vier a tornar numa realidade!... É fascinante! Mesmo que aos olhos ou imaginação de alguns possa parecer pouco? Tudo o que dele podemos desfrutar tem enorme interesse, enche-nos de felicidade. Ao sermos seleccionados transbordamos de alegria. É como se tivessemos ganho o Mundo maravilhoso que enquanto muito Jovens acreditamos que exista.
Quando ainda Maçarico. Era corrente permanente, ouvir dizer a camaradas mais antigos,que era um privilégio único poderem servir a Armada. Num tempo em que a selecção era rigorosa e reprovavam uma grande maioria dos que eram chamados. Afirmavam ainda que amavam a Armada, como uma segunda Mãe.
Tal era o respeito, que lhe tinham,espantoso a forma como amavam e o orgulho nas Fardas que envergavam.
Era mesma a Briosa,no bom sentido da palavra.
Ao ouvi-los tratá-la com tão carinhosamente e zelo. Interrogava-me :! Se e apesar de todos os anos que ambicionei servi-la, se viria a pensar como eles...
Não foi necessário muito tempo.
Era um Virus que nos contaminava rápidamdente.
Só quem teve o privilégio de a servir sabe o que é este sentimento nobre.
Certo que todos os anos que lá andei mais me apaixonarei. Tornou-se num verdadeiro amor perfeito.
Talvez isso, se calhar o virus foi-me contaminando cada vez mais e hoje posso pecar, pelo excesso de zelo, que tenho nas minhas fardas, fitas de identificação que usavamos no boné com o nome do navio, onde estavamos embarcados,a manta de seda e alcache, com as três riscas brancas homenageando o Almirante Inglês pelas´vitórias Navais.
Guardo-as e tenho-as de forma tão estimada e em lugar seguro, como quem receia,que algo de mal lhe possa acontecer, ao minímo descuido ou desleixo.
Conservo-as com todo o cuidado, paixão e amor.
Não dúvido que foi por ter servido a Armada que pude conhecer outros países e outras gentes, que me pude dotar de conhecimentos que me foram proporcionados em missões que desempenhei, que de outra forma. Muito provávelmente seriam impensáveis a sua concretização.
Desses tempos;são inúmeras as maravilhosas recordações. Dos quase cinco anos passados em África. Quatro e meio. São Vividos em Moçambique,desses, dois maravilhosos no Lago Niassa e outros dois em Nampula. As passagens por Ilha de Moçambique, Nacala, António Enes, Beira e tantas outras enchem-me de alegria recordar os bons tempos que lá vivi.Juntando a tudo isto Tanzânia, Cabo Verde, S.Tomé e Principe e Angola. Recordar a feitura do Jornal Tchifuli e belo dia quando perguntei ao saudoso Comandante Shuster. Senhor Comandante, temos dificuldade em arranjar notícias para meter no Jornal, temos aqui tantos que recebemos atrazados.Parece-lhe que poderemos aproveitar deles algumas notícias?
Ele que raciocinava rápido e com preciosidade. Respondeu-me :- É Bem ´Visto.
Leva os Jornais, pega na Tesoura, corta o Cabeçalho onde consta a data .Podemos publicá-las, que as notícias passão a serem frescas.
Foi um êxito a partir de então o Jornal começou a ser muito mais lido e quase devorado.
Como o segredo era a alma do êxito.
Mantivemos o sigilo.
Era uma pessoa humanamente Fabulosa, assim como a sua Esposa.
Como gostaria de poder ter conhecimento de histórias de outros Camaradas da Armada e das Companhias do Exército que lá estiveram. Existem histórias veridicas maravilhosas.
Principalmente a dos apanhados do Clima.
Em Terra rio e mar, ou 22 Anos de Bendita Abstinência, tenho-me referido a este recanto e ex-Provincia Maravilhosa, não esquecendo a Laurentina e a 2 M, que apesar de ser Abstinente há 22 anos não me esqueço desse tempo explêndido.
Certo que muitas vezes abusando excessivamente.
Também verdade que eram poucos os que o não faziam.
Era fruto do Clima e fazia parte do jogo. As consequênciam viriam mais tarde.
Na vespera da Indepência o Abuso de beber uma Garrafa de Wisque, com Raíz de Pau de Cabinda lá dentro, fazendo a despedida com uma MaParra, que segundo ela o Marido tinha ficado no Mato. Era uma Café com Leite convidativo. Mas deixou-me marcas que me obrigaram a um tratamento de um ano seguido extremamente rigoroso.
Felizmente não tive graves consequências. Não as tive posteriormente.Certo que segui o tratamento recomen dado à risca.
Mas Graças há enorme competência do Médico da Escola Naval e do que me tratou no Hospital da Marinha. O que me tratou, era uma Competência Absoluta.
Hoje quando vou ás grandes Superficies. Normalente vou á Peixaria, apreciar o Peixe Espada Preto. Ali recordo os que Pesquei na Baía de Luanda e os Peixes pretos pescados nas àguas do Lago Niassa.
Por hoje resta-me desejar as maiores felicidades a todos quantos por lá passaram. Um Mundo cheio de plena felicidade para o Povo Moçambicano.
Bem merecem, por tudo quanto tem sofrido.Camaradas que por lá passaram e com muitos desses tive a felicidade de conviver. Mas antes de falar um pouco mais deste maravilhoso Lago e de Metangula não desejo perder a oportunidade de quando esta semana o meu bom Amigo Manuel Araújo Cunha no seu Site relembrava e homenageava um homem bondoso que há trinta anos e quando ele se encontrava a servir a nossa querida Armada se deslocava a altas horas da noite vindo do Porto para passar férias aqui em Sebolido e lhe ofereceu um boleia. Na primeira vez que vim de Férias da Marinha tive sorte de um Senhor dono de uma empresa de Autocarros me oferecer uma boleia até ao Porto. Tentei depois algumas vezes a boleia, ainda me desloquei a pé uns quatro vezes do Porto até Sebolido, pois nunca tive essa sorte. Em Lisboa era frequente os Marinheiros irem para as boleias, quase todos pareciam ter sorte, a única vez que tive uma boleia foi de Sacavém até Alenquer, azar que gastei mais dinheiro em táxi para Vila Franca para apanhar o Comboio e ainda para azar tive de vir de pé até S.Bento. Em Angola os Camaradas antigos tinham por hábito pedirem boleia os condutores perguntavam se tinha rádio no carro se não tinham não vinham, tive azar que nas vezes que por lá passei nunca apanhei nenhuma, nem com rádio nem sem rádio. Mas de Metangula e como colaborador do Sargento Fonseca (O Gaivotazinha) que conseguíamos decifrar as mensagens da Frelimo e identificar os seus autores. Tive depois o privilégio quando voltei a Moçambique para a Independência conviver com muitos deles no Hotel Internacional de Dar-Es-Salam na Tanzânia e em Mtwara, foram momentos divertidos e fiquei com uma impressão maravilhosa deles, pois eram guerrilheiros mas com uma conduta social respeitável. O Caso mais caricato foi quando um cozinheiro de uma Lancha LDM veio ter comigo e me disse que era Comandante e que me tinha já visto a passear pela cidade e que me tinha recomendado aos seus camaradas como pessoa que os respeitava. Como responsável pelo Desporto e pela Piscina dispunha de uma casa onde de vez em quandoia dando uma pinguita principalmente ás sextas feiras quando iam lavar a piscina. Das fotografias disponiveis são gratas recordações, mas seria importante de quem dispõe de fotos desse tempo as desse a conhecer, por mim vou procurar dar o exemplo. Foram dois anos maravilhosos, pois a limitação que tinha para nos deslocar era propícia a que toda aquela agente da Companhia de Fuzileiros, das Lanchas do Exército e a população Indígena era propício a convívios espectaculares. Ainda hoje recordo a caça ao Peixe no Lago, os Frangos do Aviário, a Pega de Touros (Vacas) e as noites de batota que também faziam parte do programa. Os cantos Alentejanos na Cantina do Neves e tantas e tantas outras recordações que nos enche de satisfação e alegria as poder recordar. A viola que comprei á sociedade por 500 Escudos e que nunca cheguei a aprender a tocar, mas valeu pela recordação que ainda hoje tenho dela quando a revejo nas fotos. O Monte Tchifuli e as vezes que contava e apontava o local onde me encontrava até chegar aos dois anos. A primeira vez que falei para as Câmaras de Televisão quando tinha 3 meses de Comissão ela iria durar 4 anos e me despedi com um até breve tal era o nervosismo. Por tudo o que de bom lá passei obrigado Lago Niassa e não Adeus Metangula. Mas sempre com o Lago e Metangula no meu Coração. A este Povo nativo desejo-lhe a melhor sorte do mundo. Tenho Moçambique no Coração pelos cinco anos aproximados que lá passei. Ainda hoje os meus candeeiros são de búzios que trouxe da ilha de Moçambique, o Pau Preto de Cabo Delgado comprado na Feira em Nampula e muitos Amigos nesta maravilhosa cidade onde passei dois maravilhosos anos.

=FALANDO COM O CAPELÃO M FOTO DE JOAQUIM FERREIRA EM SERVIÇO NA GUINÉ COMO RADIOTELEGRAFISTA



CAPELÃO MÁRIO DE OLIVEIRA


Este artigo veio no seguimento de uma conversa de aquando da primeira Romagem ao Doutor Carlos Ferreira Soares em Nogueira da Regedoura, eleter sido um brilhante orador.


Presto aqui a minha singela mas sentida homenagem ao meu mano Joaquim Ferreira que serviu na Guinè como Radiotelegrafista, tendo aqui conhecido o então Capelão Mário de Oliveira graduado com o posto de Alferes.


Chegaram em Novembro de 1967 onde foram para a zona de Mansoa e o Capelão Mário de Oliveira por ter feito homilias pregava nas missas o direito dos Povos colonizados à autonomia e Independência e onde numa das últimas afirmou que em vez de mandarem os Militares carregados com Bazukas, Rockets ,Metralhadores e G 3, para acabarem com a Guerra bastava as substituir por Medicamentos e mantimentos, pois o que os nativos tinham era fome e lutavam para ter de comer.


Isso valeu-lhe ser expulso e mandado regressar. Estranharam o desaparecimento do Capelão, pois independetemente do Horário da partida para as operações eram infalível a presença do Capelão a transmitir palavras de conforto e o desejo de óptimo regresso.


As suas palavras ditas nos terços que rezava diáriamente e que os Soldados e muitos nativos enchiam permanentemente o espaço e escutavam divinamente começaram a não agradar aos Governantes.

Pelo que era previsivel as retaliações.


CRIO ESTE BLOGUE O QUAL PEÇO PERMISSÃO PARA DEDICAR - A TODA A EQUIPA QUE SE ENCONTRA NO LAGO NIASSA E EM MUITO ESPECIAL A JOSÉ LUIS TORRES
21 de Junho de 2009
Quando tinha descurado do trabalho que em tempos me propus divulgar, não por desleixo, mas porque outros desenvolvimentos das memórias de outros tempos e em outros locais e situações me sensibilizaram para os desenvolver.
As coisas acontece, porque em cada dia um novo incentivo de nós sde apodera. Talvez seja movido por uma pressa que pensamos urge, já que noutros tempos e porque as condições não,, eram propícias, isto porque par imprimir nos obrigava a suportar despesas e nem sempre as condições monetárias o permitiam.
Normalmente acontece a todos quantos optam por se disponibilizaram para partilhar em regime de total voluntariado monitorizar, ou ofertarem o que publicam, como ainda ajudaram das mais variadas formas.
Como coastuma dizer-se ele não chega para tudo e muitos dos nossos projectos acabam por nunca saírem das nossas memórias e quendo partimos, partem juntamente com nós, sem que deles alguém tenha tido conhecimento.
E se o Futuro, está no passado, ao levar-mos o passado, compremete-mos o futuro.
Hoje e graças a uma caixinha, temos a possibilidade de darmos a conhecer essa aprendizagem, armazenada ao longo de muitas dezenas de anos.


ANO DE 1968


PRIMEIRONATAL EM TERRAS DE AlÉM -MAR -LAGO NIASSA - 1ª MENSAGEM PARA A RTP. RIO E MAR
Quando ainda com tenra idade,na Aldei temos a oportunidade de estarmos juntos a um Marinheiro Fardado de Farda Branca,fácil nos apaixonarmos por um dia virmos a usar uma Farda igual.Começamos (ou Melhor eu Comecei) a acalentar um sonho, esse sonho consistente e que durante vários anos passa a ser a nossa ambição primordial.
Acontece, várias vezes acordamos incomodados, chegamos a ficar mesmo mal dispostos,quando em alguns desses nossos sonhos, sonhamos, ( ou alucinamos) acordando convencidos que essa nossa ambição jamais se virá a tornar na realidade ambicionada.
Para quem nasce e cresce junto´ao Rio, nele faz a sua Profissão (Pescador). Pensar que essa acalentação não se virá a concretizar. Torna-se muitas vezes fortemente penoso. Mesmoque acreditemos por pequenos períodos, não deixa de ser penoso. Provocam-nos enorme desilusão.
Mas na devida altura se vier a tornar numa realidade!... É fascinante! Mesmo que aos olhos ou imaginação de alguns possa parecer pouco? Tudo o que dele podemos desfrutar tem enorme interesse, enche-nos de felicidade. Ao sermos seleccionados transbordamos de alegria. É como se tivessemos ganho o Mundo maravilhoso que enquanto muito Jovens acreditamos que exista.
Quando ainda Maçarico. Era corrednte permanente, ouvir dizer a camaradas mais antigos,que era um privilégio único poderem servir a Armada. Num tempo em que a selecção era rigorosa e reprovavam uma grande maioria dos que eram chamados. Afirmavam ainda que amavam a Armada, como uma segunda Mãe.
Tal era o respeito, que lhe tinham,espantoso a forma como amavam e o orgulho nas Fardas que envergavam.
Era mesma a Briosa,no bom sentido da palavra.
Ao ouvi-los tratá-la com tão carinhosamente e zelo. Interrogava-me :! Se e apesar de todos os anos que ambicionei servi-la, se viria a pensar como eles...
Não foi necessário muito tempo.
Era um Virus que nos contaminava rápidamente.
Só quem teve o privilégio de a servir sabe o que é este sentimento nobre.
Certo que todos os anos que lá andei mais me apaixonarei. Tornou-se num verdadeiro amor perfeito.
Talvez isso, se calhar o virus foi-me contaminando cada vez mais e hoje posso pecar, pelo excesso de zelo, que tenho nas minhas fardas, fitas de identificação que usavamos no boné com o nome do navio, onde estavamos embarcados,a manta de seda e alcache, com as três riscas brancas homenageando o Almirante Inglês pelas´vitórias Navais.
Guardo-as e tenho-as de forma tão estimada e em lugar seguro, como quem receia,que algo de mal lhe possa acontecer, ao minímo descuido ou desleixo.
Conservo-as com todo o cuidado, paixão e amor.
Não dúvido que foi por ter servido a Armada que pude conhecer outros países e outras gentes, que me pude dotar de conhecimentos que me foram proporcionados em missões que desempenhei, que de outra forma. Muito provávelmente seriam impensáveis a sua concretização.
Desses tempos;são inúmeras as maravilhosas recordações. Dos quase cinco anos passados em África. Quatro e meio. São Vividos em Moçambique,desses, dois maravilhosos no Lago Niassa e outros dois em Nampula. As passagens por Ilha de Moçambique, Nacala, António Enes, Beira e tantas outras enchem-me de alegria recordar os bons tempos que lá vivi.Juntando a tudo isto Tanzânia, Cabo Verde, S.Tomé e Principe e Angola. Recordar a feitura do Jornal Tchifuli e belo dia quando perguntei ao saudoso Comandante Shuster. Senhor Comandante, temos dificuldade em arranjar notícias para meter no Jornal, temos aqui tantos que recebemos atrazados.Parece-lhe que poderemos aproveitar deles algumas notícias?
Ele que raciocinava rápido e com preciosidade. Respondeu-me :- É Bem ´Visto.
Leva os Jornais, pega na Tesoura, corta o Cabeçalho onde consta a data .Podemos publicá-las, que as notícias passão a serem frescas.
Foi um êxito a partir de então o Jornal começou a ser muito mais lido e quase devorado.
Como o segredo era a alma do êxito.
Mantivemos o sigilo.
Era uma pessoa humanamente Fabulosa, assim como a sua Esposa.
Como gostaria de poder ter conhecimento de histórias de outros Camaradas da Armada e das Companhias do Exército que lá estiveram. Existem histórias veridicas maravilhosas.
Principalmente a dos apanhados do Clima.
Em Terra rio e mar, ou 22 Anos de Bendita Abstinência, tenho-me referido a este recanto e ex-Provincia Maravilhosa, não esquecendo a Laurentina e a 2 M, que apesar de ser Abstinente há 22 anos não me esqueço desse tempo explêndido.
Certo que muitas vezes abusando excessivamente.
Também verdade que eram poucos os que o não faziam.
Era fruto do Clima e fazia parte do jogo. As consequênciam viriam mais tarde.
Na vespera da Indepência o Abuso de beber uma Garrafa de Wisque, com Raíz de Pau de Cabinda lá dentro, fazendo a despedida com uma MaParra, que segundo ela o Marido tinha ficado no Mato. Era uma Café com Leite convidativo. Mas deixou-me marcas que me obrigaram a um tratamento de um ano seguido extremamente rigoroso.
Felizmente não tive graves consequências. Não as tive posteriormente.Certo que segui o tratamento recomen dado à risca.
Mas Graças há enorme competência do Médico da Escola Naval e do que me tratou no Hospital da Marinha. O que me tratou, era uma Competência Absoluta.
Hoje quando vou ás grandes Superficies. Normalente vou á Peixaria, apreciar o Peixe Espada Preto. Ali recordo os que Pesquei na Baía de Luanda e os Peixes pretos pescados nas àguas do Lago Niassa.
Por hoje resta-me desejar as maiores felicidades a todos quantos por lá passaram. Um Mundo cheio de plena felicidade para o Povo Moçambicano.
Bem merecem, por tudo quanto tem sofrido.
Olá Amigo e porque hoje é Domingo o vento do sopé que todo o dia soprou fortemente levou a que nos chegássemos ao fim da tarde para a Lareira, a família esteve cá e após o jantar regressou a Nogueira da Regedoura, porque amanhã é dia de pica boi como se diz na gíria, eu como não tenho essa obrigatoriedade fico por cá. E fico bem, pois assim disponho de tempo para dar uma volta pela Internet. Depois de ter ouvido uns faduchos, umas desgarrados e comunicar com a minha mana que se encontra na Venezuela, ficou até ao Lago Niassa em Metangula revi relatos de outros 1968
1ºNATAL EM TERRAS DE AlÉM -MAR -LAGO NIASSA - 1ª MENSAGEM PARA A RTP. RIO E MAR
Quando ainda com tenra idade,na Aldei temos a oportunidade de estarmos juntos a um Marinheiro Fardado de Farda Branca,fácil nos apaixonarmos por um dia virmos a usar uma Farda igual.Começamos (ou Melhor eu Comecei) a acalentar um sonho, esse sonho consistente e que durante vários anos passa a ser a nossa ambição primordial.
Acontece, várias vezes acordamos incomodados, chegamos a ficar mesmo mal dispostos,quando em alguns desses nossos sonhos, sonhamos, ( ou alucinamos) acordando convencidos que essa nossa ambição jamais se virá a tornar na realidade ambicionada.
Para quem nasce e cresce junto´ao Rio, nele faz a sua Profissão (Pescador). Pensar que essa acalentação não se virá a concretizar. Torna-se muitas vezes fortemente penoso. Mesmoque acreditemos por pequenos períodos, não deixa de ser penoso. Provocam-nos enorme desilusão.
Mas na devida altura se vier a tornar numa realidade!... É fascinante! Mesmo que aos olhos ou imaginação de alguns possa parecer pouco? Tudo o que dele podemos desfrutar tem enorme interesse, enche-nos de felicidade. Ao sermos seleccionados transbordamos de alegria. É como se tivessemos ganho o Mundo maravilhoso que enquanto muito Jovens acreditamos que exista.
Quando ainda Maçarico. Era corrednte permanente, ouvir dizer a camaradas mais antigos,que era um privilégio único poderem servir a Armada. Num tempo em que a selecção era rigorosa e reprovavam uma grande maioria dos que eram chamados. Afirmavam ainda que amavam a Armada, como uma segunda Mãe.
Tal era o respeito, que lhe tinham,espantoso a forma como amavam e o orgulho nas Fardas que envergavam.
Era mesma a Briosa,no bom sentido da palavra.
Ao ouvi-los tratá-la com tão carinhosamente e zelo. Interrogava-me :! Se e apesar de todos os anos que ambicionei servi-la, se viria a pensar como eles...
Não foi necessário muito tempo.
Era um Virus que nos contaminava rápidamdente.
Só quem teve o privilégio de a servir sabe o que é este sentimento nobre.
Certo que todos os anos que lá andei mais me apaixonarei. Tornou-se num verdadeiro amor perfeito.
Talvez isso, se calhar o virus foi-me contaminando cada vez mais e hoje posso pecar, pelo excesso de zelo, que tenho nas minhas fardas, fitas de identificação que usavamos no boné com o nome do navio, onde estavamos embarcados,a manta de seda e alcache, com as três riscas brancas homenageando o Almirante Inglês pelas´vitórias Navais.
Guardo-as e tenho-as de forma tão estimada e em lugar seguro, como quem receia,que algo de mal lhe possa acontecer, ao minímo descuido ou desleixo.
Conservo-as com todo o cuidado, paixão e amor.
Não dúvido que foi por ter servido a Armada que pude conhecer outros países e outras gentes, que me pude dotar de conhecimentos que me foram proporcionados em missões que desempenhei, que de outra forma. Muito provávelmente seriam impensáveis a sua concretização.
Desses tempos;são inúmeras as maravilhosas recordações. Dos quase cinco anos passados em África. Quatro e meio. São Vividos em Moçambique,desses, dois maravilhosos no Lago Niassa e outros dois em Nampula. As passagens por Ilha de Moçambique, Nacala, António Enes, Beira e tantas outras enchem-me de alegria recordar os bons tempos que lá vivi.Juntando a tudo isto Tanzânia, Cabo Verde, S.Tomé e Principe e Angola. Recordar a feitura do Jornal Tchifuli e belo dia quando perguntei ao saudoso Comandante Shuster. Senhor Comandante, temos dificuldade em arranjar notícias para meter no Jornal, temos aqui tantos que recebemos atrazados.Parece-lhe que poderemos aproveitar deles algumas notícias?
Ele que raciocinava rápido e com preciosidade. Respondeu-me :- É Bem ´Visto.
Leva os Jornais, pega na Tesoura, corta o Cabeçalho onde consta a data .Podemos publicá-las, que as notícias passão a serem frescas.
Foi um êxito a partir de então o Jornal começou a ser muito mais lido e quase devorado.
Como o segredo era a alma do êxito.
Mantivemos o sigilo.
Era uma pessoa humanamente Fabulosa, assim como a sua Esposa.
Como gostaria de poder ter conhecimento de histórias de outros Camaradas da Armada e das Companhias do Exército que lá estiveram. Existem histórias veridicas maravilhosas.
Principalmente a dos apanhados do Clima.
Em Terra rio e mar, ou 22 Anos de Bendita Abstinência, tenho-me referido a este recanto e ex-Provincia Maravilhosa, não esquecendo a Laurentina e a 2 M, que apesar de ser Abstinente há 22 anos não me esqueço desse tempo explêndido.
Certo que muitas vezes abusando excessivamente.
Também verdade que eram poucos os que o não faziam.
Era fruto do Clima e fazia parte do jogo. As consequênciam viriam mais tarde.
Na vespera da Indepência o Abuso de beber uma Garrafa de Wisque, com Raíz de Pau de Cabinda lá dentro, fazendo a despedida com uma MaParra, que segundo ela o Marido tinha ficado no Mato. Era uma Café com Leite convidativo. Mas deixou-me marcas que me obrigaram a um tratamento de um ano seguido extremamente rigoroso.
Felizmente não tive graves consequências. Não as tive posteriormente.Certo que segui o tratamento recomen dado à risca.
Mas Graças há enorme competência do Médico da Escola Naval e do que me tratou no Hospital da Marinha. O que me tratou, era uma Competência Absoluta.
Hoje quando vou ás grandes Superficies. Normalente vou á Peixaria, apreciar o Peixe Espada Preto. Ali recordo os que Pesquei na Baía de Luanda e os Peixes pretos pescados nas àguas do Lago Niassa.
Por hoje resta-me desejar as maiores felicidades a todos quantos por lá passaram. Um Mundo cheio de plena felicidade para o Povo Moçambicano.
Bem merecem, por tudo quanto tem sofrido.Camaradas que por lá passaram e com muitos desses tive a felicidade de conviver. Mas antes de falar um pouco mais deste maravilhoso Lago e de Metangula não desejo perder a oportunidade de quando esta semana o meu bom Amigo Manuel Araújo Cunha no seu Site relembrava e homenageava um homem bondoso que há trinta anos e quando ele se encontrava a servir a nossa querida Armada se deslocava a altas horas da noite vindo do Porto para passar férias aqui em Sebolido e lhe ofereceu um boleia. Na primeira vez que vim de Férias da Marinha tive sorte de um Senhor dono de uma empresa de Autocarros me oferecer uma boleia até ao Porto. Tentei depois algumas vezes a boleia, ainda me desloquei a pé uns quatro vezes do Porto até Sebolido, pois nunca tive essa sorte. Em Lisboa era frequente os Marinheiros irem para as boleias, quase todos pareciam ter sorte, a única vez que tive uma boleia foi de Sacavém até Alenquer, azar que gastei mais dinheiro em táxi para Vila Franca para apanhar o Comboio e ainda para azar tive de vir de pé até S.Bento. Em Angola os Camaradas antigos tinham por hábito pedirem boleia os condutores perguntavam se tinha rádio no carro se não tinham não vinham, tive azar que nas vezes que por lá passei nunca apanhei nenhuma, nem com rádio nem sem rádio. Mas de Metangula e como colaborador do Sargento Fonseca (O Gaivotazinha) que conseguíamos decifrar as mensagens da Frelimo e identificar os seus autores. Tive depois o privilégio quando voltei a Moçambique para a Independência conviver com muitos deles no Hotel Internacional de Dar-Es-Salam na Tanzânia e em Mtwara, foram momentos divertidos e fiquei com uma impressão maravilhosa deles, pois eram guerrilheiros mas com uma conduta social respeitável. O Caso mais caricato foi quando um cozinheiro de uma Lancha LDM veio ter comigo e me disse que era Comandante e que me tinha já visto a passear pela cidade e que me tinha recomendado aos seus camaradas como pessoa que os respeitava. Como responsável pelo Desporto e pela Piscina dispunha de uma casa onde de vez em quandoia dando uma pinguita principalmente ás sextas feiras quando iam lavar a piscina. Das fotografias disponiveis são gratas recordações, mas seria importante de quem dispõe de fotos desse tempo as desse a conhecer, por mim vou procurar dar o exemplo. Foram dois anos maravilhosos, pois a limitação que tinha para nos deslocar era propícia a que toda aquela agente da Companhia de Fuzileiros, das Lanchas do Exército e a população Indígena era propício a convívios espectaculares. Ainda hoje recordo a caça ao Peixe no Lago, os Frangos do Aviário, a Pega de Touros (Vacas) e as noites de batota que também faziam parte do programa. Os cantos Alentejanos na Cantina do Neves e tantas e tantas outras recordações que nos enche de satisfação e alegria as poder recordar. A viola que comprei á sociedade por 500 Escudos e que nunca cheguei a aprender a tocar, mas valeu pela recordação que ainda hoje tenho dela quando a revejo nas fotos. O Monte Tchifuli e as vezes que contava e apontava o local onde me encontrava até chegar aos dois anos. A primeira vez que falei para as Câmaras de Televisão quando tinha 3 meses de Comissão ela iria durar 4 anos e me despedi com um até breve tal era o nervosismo. Por tudo o que de bom lá passei obrigado Lago Niassa e não Adeus Metangula. Mas para sempre estarão com o Lago e Metangula no meu Coração.


Ao Povo nativo desejo-lhe a melhor sorte do mundo.


Tenho todo o Moçambique no meu Coração pelos cinco anos que lá passei.


Ainda hoje os meus candeeiros são de búzios que trouxe da ilha de Moçambique, o Pau Preto de Cabo Delgado comprado na Feira em Nampula e muitos Amigos nesta maravilhosa cidade onde passei dois excelentes anos.

Junta e Freguesia de S.Paio de Oleiros. Céu aqui na Terra, Paz aos Seres humano (Justiça Social) António Cunha e outros anti-fascistas.VULTOS

=DOIS CORAÇÕES UMA SÓ LUTA= MAIS JUSTIÇA SOCIAL=
==========Recordando e orgulhando-me da tua presença no meu enlace matrimonial, ==========realizado na Freguesia da Raiva em 3/10/1976======================
A viagem de Autocarro de Nogueira da Regedoura com todos os Convidados a conversa na descida a pé onde a determinado momento me perguntas-te e se a Noiva não aparecer?!!!! Respondi-te:- Não te preocupes que o dinheiro que eu pedi a cada convidado e que játinha recebido que seguramente dava para irmos comer a qualquer Restaurante, como tal a Festa estava assegurada. Certo que a boda foi das 14hras às 19horas e vós por Brincadeira tua quando chegados a Nogueira ainda folste para o Nosso Amigo Quim no Café Perola em S. aio de Oleiros comer Punhetas de Bacalhau. Isso Camarada representa o elo de lealdade seriedade e confiança.
Pois foi uma forma de arranjares uma tema para jamais ser esquecido nos anos posteriores. A um futuro Compadre isso não se fazia. (Sinceramente gostei e continuo a gostar da Brincadeira.

Marendando Como Tantas vezes o Fizemos em Vários Locais

É mmerecedora e quem aqui total cabimento aquando na Churrascada no Café Central de inúmeros Camaradas e foi acordado todos contar uma Anedota. A tua foi grande e comprida para não interromperesa paparoca. Então Cunha a Tua Anedota: Os meus Estavam Vivos e Morrearam de repente. Forma tempos maravilhosos de sã Camaradagem que a memória não deixa que se apaguem. Há já agora :- S. Paio de Oleiros tem um Centro de Trabalho. O teu desejo foi concretizado. outra novidade, é que o Camarada Fialzinho o Anthero Arranjou-lhe e já publicou há bastante o Livro dos Poemas que lhe tinha prometido que o faria. Estão espectaculares. estejas onde estiveres, acredita que seguiramente estás nos nossos corações.
Por tudo o que fizes-te .
O Povo não te esquece.

==JUSTA HOMENAGEM PELO LEGADO DEIXADO===
========A TUA VIDA DE LUTA PELA LIBERDADE E JUSTIÇA SOCIAL=========== ====As amizades sólidas, sempre permanecem e as lembranças são constantes mesmo quando um já tenha partido fisícamente.
====Recordar-te é o que faço normalmente, mas ao revêr as fotos de amigos, e tirei duas que para mim elas tem significado muito especial e testam a nossa sã relacção de amizade. Uma em que ambos jantavamos na Companhia da Comadre e a outra aquando do meu enlace matrimonial.
======Já há uns tempos a esta parte que tencionava dar a conhecer aquilo que penso ser, uma indesmentível realidade, a tua ligação a S. Paio de Oleiros, toda a tua vida a ligação em prol das classes mais desfavorecidas, e esse teu empenho, contribuiu de forma decisiva juntamente com outros lutadores,que assim tornaram possivel acontecer o 25 de Abril de 1974.Juntando a tudo isto a tua conduta irrepreensivel. Não resisti a deixar de escrever duas palavras.


Primeiro:-= Sei quanto gostavas de saborear uma boa pratada, principalmente quando estavas rodeado de amigos.O que fazias muitas vezes, já que contavas inúmeros verdeiros Amigos.
Como Compadre, Amigo e Camarada não te posso esquecer nestes dias.
Estejas onde estiveres,tu sabes que os amigos jamais te esquecerão.
Tenho-me interrogado várias vezes porque continuam em S. Paio de Oleiros as mentes adormecidas, nãoi acredito que seja por questões politícas. Mas verdade que tardam em reconhecer os seus Vultos e assim a Vossa Vida e Obra tornada pública, muito contribuíria para que novos valores viessem a aparcer e evitaria que muitos se possam perder, por nunca lhes ter sido dado a conhecer que a Freguesia teve homens Valentesx e que foram cérrimos defensores de justas causas, mesmo que isso lhes tenha custado inclusiva a prisão e durante a maior parte do tempo das suas vidas serem perseguidos tenazmente por agentes da PIODE/DGS.
Também tu percebes porque eras inteligente e tolerante.
Mas apercebias-te que por por vezes as pessoas por falta de coragem, outras por imposição da tacanhêz Política; vão procurando protelar aquilo que seria uma justa atribuição e reconhecimento a quem por tantas privações passou e tanto trabalhou em prol da Freguesia e suas Gentes conseguindo durante muitos e longos anos. Que na Freguesia que adoptas-te como tua vive-se e pela tua ponderação que não tivessem havido conflitos insanáveis. Pois quando a ruptura parecia iminente, sabendo da tua tua ponderação e do respeito que todos nutriam por ti. Não exitavam emprocurar-te para conseguires aproximares as partes a fazerem a reconciliação.
Todos conheciam bem as tuas convicções Ideológicas,mas também sabiam que sempre sabias colocar os interesses da Freguesia e da População acima dos interesses partidários.
Porque conheço extensivamente bem todo o teu empenho em, pro. de uma Sociedade mais freaterna e mais justa, pelo progresso da Freguesia e suas gentes, não poderá o Executivo da Vila de S. Paio de Oleiros continuar a ignorar e a adiar esse reconhecimento público.
Não precisam de ir muito longe, basta repararem no que se está a desenvolver na vizinha Freguesia de Nogueira da Regedoura.
Darem a conhecer o teu exemplo dignificante ímpar, que servirá estou convicto, como marco histórico de nobreza,postura aprumo e Educação.
Esse exemplo não será só para aqueles que partilham o mesmo ideal, mas para toda a população em geral. Foi o teu elo de vida com que nos presenteas-te nos teus noventa anos que por cá estives-te fisícamente.
Quem nos deixou um legado tão exemplar, não pode ser escondido ou esquecido. Sinceramente Amigo Compadre e Camarada, como sabes conhecendo como conheço o Povo de S.Paio de Oleiros, onde tenho passado muito tempo e mantenho imensos amigos.
Acredito sinceramente que não perderão este património.
Espero em breve ao calcarrear a Freguesia, venha a deparar com algo que marque que esta Vila Hospitaleira teve Filhos de Grande Valor e Valentia.
Agora que a Comadre já está a chamar para a Consoada, vou terminar com um.
Até Já Camarada, Compadre e Amigo.
Estes foram e são os nossos padres nossos.
a Minha despedida deste Vulto que apesar de ter nascido em terras de Alenquer,e depois de ter sido preso durante quatro anos por motivos políticos, refugiando-se Clandestinamente para não voltar a ser preso de novo pelo Estado Novo, soube adoptar, valorizar e prestigiar a Terra de S. Paio de Oleiros que cedo adptou também como sua.
Com Amor Carinho e Dedicação.
Só um coração de enorme grandeza como o que possuías poderia manter esta afectividade.
Obrigado por eu poder estar entre os teus maiores amigos.
Tudo o que eu procurar fazer, será sempre uma insignificância para os exemplos e apredizagens que me legas-te.
Todo o teu trabalho desprendido de interesses atribui-te por mérito próprio seres um vulto dessa Freguesia e uma referência para as suas gentes. Apesar de teres Nascido em Alenquer foi a S. Paio de Oleiros que foi total a tua afeição,sem nunca teres esquecido as tuas origens e sempre te orgulhares da Terra que te viu nascer.


=======A tua vida e entrega total a valores e causas em que acreditavas, juntado-lhe a conduta de homem solidário.
======A Segurança de vida e lealdade ás tuas convicções.São tributos que jamais podem em tempo algum ser esquecido.
======Todos Juntos são valores que te credenciam de que estamos perante um Vulto invulgar da Vila de S Paio de Oleiros, Terra a quem te dedicas-te de Alma e Coração.
=A Paixão e o amor que nutrias por ela, haverá necessáriamente que perpetuar a tua memória .
===O teu exemplo será um guião para iluminar a estrada da dignidade, onde os mais desprotegidos, não tenham que o ser eternamente.
==============Companheiro, Amigo, Compadre, Camarada.======================
=========================Estejas onde estiveres.==========================
==============Quem convictamente contigou caminhou, jamais te esquecerá.
========A UM AMIGO COMO TU, NUNCA DIREI ATÉ SEMPRE- MAS SIM CONTINUAR A CAMINHAR LADO A LADO PERMANENTEMENTE. ==========================


======AS COMEMORAÇÕES DA PASSAGEM DE MAIS UM ANIVERSÁRIO DO DIA DA LIBERDADE EM OLEIROS.============================================
A Todos aqueles que por compromissos inadiáveis não lhes foi possivel estarem presentes, a nossa Imprensa Regional, respectivamente os Joranis Terras da Feira e Correia da Feira com uma cobertura exemplar, permitiram que tenhamos podido saber que os mais destacados elementos que lutaram para que o 25 de Abril de 74 fosse possivel, não foram esquecidos.
Tive nesse dia um convívio com Amigos do Centro Recreativo e Cultural de Sebolido, convivio esse que tinha como destino principal Peniche.
Como se tratava do dia da Liberdade o agora Museu,que o anterior regime utilizou para ali encarcerar aqueles que se opunham ao seu regime Opressor e Ditatorial.
Durante mais de duas horas foi possivel conhecer as condições desumanas e as atrocidades que ali eram praticadas.
Muitos deles não resistiram á tortura, acabaram por ter fim trágico.
Está ali juntamente com o Tarrafal a história nefasta do Regime Fascista.
Também as marcas de Resistência e ficou provado que quando se luta por justas causas, a nossa força interior torna possivel ultrapassar todos as barreiras.

ANTÓNIO CUNHA UMM HOMEM DE CONVIÇÕES INABALÁVEIS, PRESO POLÍTICAMENTE 4 ANOS
Nas cerca de duas horas de visita foi uma constante recordar parte dos testemunhos que me tinha feito, da tortura a que esteve sujeito e a desumanidade a que esteve sujeito.
Cumpriu quatro anos em condições dramáticas, sabia que lhe seria comodo se ao saír,optasse por deixar de lutar.
A continuar, sabia que a todo o momento corria o risco de voltar novamente preso e que as condições seriam ainda muito mais desumanas. Para ele a vida só tinha sentido, o fim da exploração e opressão humana.
Em Tempo algum exitou em continuar a empenhar-se totalmente na luta e dedica-se ainda mais á causa que cedo abraçou.
Adorava a sua Terra Natal, mas sabia que lá a continuar corria sérios riscos. Inclusivé a sua ousadia poderia custar-lhe pagar com a sua própria vida.
Mas isso não o preocupava porque a decisão que tinha assumido era irreversivdel.
É aconselhado pela organização do seu Partido, a Migrar e assim passar á Clandestinidade.
Acatou e antes de chegar a S. Paio de Oleiros ainda que com curtas passagens, passou por outras terras.
Informado que em S. Paio de Oleiros existiam outros opositores ao Regime veio para cá.
Inúmeras vezes me confidenciou que Oleiros foi para si o grande amor da sua vida,tendo si mesmo um amor á primeira vista.
Continuou aqui activo, e várias vezes se sentiu perseguido,mas os anos do Presidio de Peniche ensinou-lhe a trabalhar de forma engenhosa , assim conseguiu iludir essa suspeita vigilância e não voltou a ser preso.

O 25 DE ABRIL NÃO O SURPREENDEU BEM COMO AOS OUTROS ANTI-FACISTAS.
Passou a ter acção preponderante e a sua sensibilidade, respeito e dignidade, com umaz conduta irreprensivel que tinha rumado toda a sua vida, nunca escondendo a sua aderência e militância ao Partido Comunista Português e mesmo nos tempos mais conturbados de perseguições e invênções caluniosas a quem militava, sem o minímo de respeito pelo seu passado e muitos deles tudo tinham dado sem nada pedir em troca. Mas António Cunha granjeou o respeito das Gentes Oleirenses e de todos quantos que com ele conviveram.
Começou a ser normal, os responsáveis de outras forças politrícas o procurarem em momentos de conflitualidade por saberem que era homem de consenso,a sua respeitabilidade que todos nutriam por ele tornavam fácil o que parecia inultrapassável.
Nunca em Tempo algum, misturou a sua Filiação Paridária, com a dignidade das pessoas ou como os reais interesses e progresso da Freguesia.
Foi justa a evocação do seu nome como um baluarte de Resistente Anti-Fascista. Partiu fisicamente, mas o seu exemplo será certamente o exemplo que perdurará.
De entre outros, como Ramiro Sá Couto, O Prazeres, homem persistente, sempre leal e com entrega total ás suas convicções Ideológicas, o fim da opressão.
Com uma militância irrepreensivel, sempre esteve na luta, mesmo quando a sua avançada idade já o limitava.
Um outro exemplo marcantre é o Fielzinho, como carinhosamente sempre foi tratado. Sempre disponivel e Solidário, sempre pronto a servir,nunca olhando a que partido em quem votavam ou militavam, para ele o valor do ser humano estava acima de qualquer partidarite.
O Doutor e Poeta Oleirense seu intimo Amigo.
Ainda em Vida sabendo da Paixão do Fielzinho pela Poesia,um dia disse-lhe que não promedtia datas, mas que hav eria de tentar publicar os seus poenas.
Num trabalho moroso e notório, publicou-os. Assim prestou um valorioso trabalho, ao imortalizar este Vulto Oleirense.
No Seguimento; outros se recordam, como:- José Travanca, Júlio de Bento e Joaquim Castro.

POUCOS JÁ SÃO AQUELES QUE FISICAMENTE CONITUAM ENTRE NÓS. MAS AINDA OS HÁ.
Está de Parabéns o Correio da Feira que no seu Número 5618 de 27 de Abril ao públicar uma entrevista de Joaquim Castro.
Combatente que esteve preso 42 dias nas Celas da PIDE ( Polícia de Invdetigação e Defesa do Estado).
A mesma que anos antes tinha assassinado em Nogueira da Regedoura o Doutor Antònio Carlos de Carvalho Ferreira Soares (DOUTRO PRATA " O MÉDICO DOS POBRES", com 14 tiros de Rajada de Metralhador). Sujeito a interrogatótios desumanos.
Libertado e tendo a consciência que podedria de novo voltar a ser preso a todo o momento, não se desviou das suas convicções e a sua luta continuou.
Com o 25 de Abril a sua postura é um exmeplo a seguir.
Em Tempo algum se alvorou em defensor absoluto.
A sua actuação ponderada mas firme no cérrimo principio de defensor do ser humano, bem merece ser recordado como uma bandeira de homem que dedicou uma vida para que a sociedade seja mais justa, sem discriminação e opressão.
Que a dignidade seja uma realidade existente em cada um de nós.

BENDITA TERRA QUE TEM FILHOS DESTA PUREZA.
Bendita Terra que tem Filhos como estes, mas para que não venha de novo a reimplantar-se um novo Regime Ditatorial, é necessário que se saiba que os 48 anos de Ditadura foram de injustiças inqualificáveis.
Pelo que perpetuar a memória destes vultos é não só é necessária como imprescindível.
Neste ano de 2009 terão lugar Eleição para formação de um novo Executivo.
Espera-se e deseja-se que Mentes adormecidas acordem,que dispam as Camisolas Partidárias e Prestem a Justa Homenagem que servirá como um alerta a estes Ilustres Vultos Oleirenses.
Quye a cegueira não lhes venha a tirar discernimento,que Olhem e porque não seguirem o dignificante Exemplo do Executivo de Nogueira na Justa e merecida homenagem e perpeturação de um Vulto Tombou com Bals assassinas disparadas por PIDES a Ordem Emanada de Salazar.
AMIGO DOURO, foi maravilhoso ter de passado mais estas horas a conviver com gente simples mas com um passado irrepreensivel e que ao relatar o seu passado muito de humano recebemos. Certo que ontem estive mais de 6 horas a escrever e como de costume ter-te a escassos metros, mas este mesmo artigo, nada tinha escrito. O computador resolveu pregar-me essa rasteira, mas quem perfia sempre alcança e como tal cá estamos de novo a transmitir o quanto os admiramos e os que já partiram fisícamente, etejam onde estiverem certamente não os surpreendemos porque sempre souberam que a sua vida e obra serão exemplos a seguir.
A Melhofrd forma de Incentivar não é citando Exemplos. Mas sim a Única.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Regresso ao Activo = Eleições

APÓS UNS ANOS NA RESERVA VIGILANTE, A NECESSIDADE DO REGRESSO AO ACTIVO
ELEIÇÕES LEGISLATIVAS REALIZADAS NO DIA 26 DE SETEMBRO DE 2009
COMO VICE PRESIDENTE NA MESA NÚMERO QUATRO EM NOGUEIRA REGEDOURA


A FOTOGRAFIA COM CERCA DE QUARENTA E CINCO ANOS MOSTRA O SEGUINTE:
O MEU MANO JOAQUIM FERREIRA, NA SERRA DE S. DOMINGOS, A FREG. DA RAIVA AO FUNDO DO LADO DIREITO, MAIS ACIMA O CAROÇO (AREIO) FRENTE AO PESO, DE FRENTE O AREIO D´ORTES, SENDO AQUELE DE MAIOR EXTENSÃO EM TODO O DOURO
QUERIDO AMIGO RIO DOURO - VAMOS CONVERSAR - SABES QUE RECORDAR É VIVER
Sim meu Bom Amigo, quando menos esperamos as surpresas agradáveis deparam-se-nos. Para melhor se perceber, uns dias atrás um Amigo meu, sabendo que eu gosto de coisas que se liguem por referências ás Freguesias circunvizinhas e testemunhos das suas Gentes, trouxe-me uns exemplares de Boletins Informativos, cujo titulo era " A VOZ" publicados pelo C.P.T. de RIO MAU,são exemplares datados de 1997. Nessa ocasião não vinha assiduamente cá acima, contudo ainda tive oportunidade de ter lido uns dois ou três números. Sinceramente tinha gostado do formato, a forma como da qualidade dos escritos.
Sinceramente hoje quando me foi dado ler, fiquei deveras surpreendido pela positiva. Era de uma qualidade e utilidadede extrema importância.
Encontrei nestes exemplares estudos respeitantes ás Freguesias de Rio Mau e Sebolido, que ainda não possuía, assim como dados respeitantes á Pesca Artesanal espectaculares. Consta o Nomes, medidas e formas de utilização das redes, bem como números de *Pescadores e em muitos casos os seus nomes. Muitos desses eu conheci. . Ao Amigo que desenvolveu este trabalho, que infelizmente já partiu. Certo que não tive grande ligação com ele, mas nem por isso quero deixar de lhe agradecer este o valor deste importantissimo ilucidativo trabalho. .A sua Fotografia não serviu para que o identificasse. Contactei Amigos meus para saber de quem se tratava e foi-me dito que era um Senhor que tinhas tal como meu Pai tirado a 4ª Classe nos Adultos. Fiquei maravilhado por saber que a Alma de Um Povo continua Viva, por gente não Letrada, mas que tudo fazem para deixar um legado para as Gerações vindouras. Nada me move contra os Letrados, até porque dispendi um grande esforço, para dar um Curso Superior ás minhas Filhas, mas a constação de uma realidade, nunca poderá ser escondida,nem escamoteada de verdade . Num tempo em que cada vez mais Jovens tem formação Académica, bom seria que se empenhassem na recolha de usos e costumes dos seus antepassados. Mas até ao Lavar dos Cestos é Vindima. Como tal vamos continuar a que valores como estes não se percam. Convictamente acredito que a minha geração tem uma responsabilidade acrescida, pois temos ainda a possibilidade de recolher testemunhos que se foram passando de Pais para Filhos e que hoje pelo Frenezim da Vida que talvez possa contribuir para o pouco diálogo existente entre familias e amigos, contribuem para que se vão perdendo,estes valores. Se a curto prazo e enquanto por cá andamos não os deixarmos registados.
Amigo Douro fiquei imensamente satisfeito, por saber que em Rio Mau existe uma Rua que faz referência aos antigos Pescadores, lamentando que tal não aconteça na Freguesia de Sebolido e concretamente no Lugar de Cancelos, onde apenas duas familias não vivianm em parte da Pesca e nelas não existiam Pescadores.. Mas por insistência minha nas Assembleias de Freguesia, ficou registada a promessa que quando se abrir novas Ruas elas terão o Nome de Pescadores e Agricultores. Vamos aguardando., acreditando que um dia esta promessa se venha a tornar realidade. Contudo já foi muito positivo esta reivindicação,constar em Acta da Assembleia de Freguesia.
Pena é que o Boletim tenha terminado.
Sei que não é fácil.
Sou responsável pelo Boletim que temos vindo a Publicar no Centro Recreativo e Cultural de Sebolido, com distribuição gratuita aos Associados, mas a falta de colaboradores,é a principal adversidade. Na esperança de melhores dias vamos enquanto possivel continuar a publicá-lo.
Neta Leitura Amigo reforcei o que já sabia.
O Povo de Rio Mau Adora a sua Terra.
Sobressai esse Amor, em tudo o que escrevem, relaccionado com a sua Terra e nas referências elogiosos aos seus Conterrâneos e Migrantes.
Bem Hajam.

PEDIR DESCULPA NUNCA SERÁ UM SINAL DE COBARDIA, MAS INDICADOR, DE UMA POSTURA DIGNA

Quero pedir-te desculpa se for caso disso por nestes dois dias te ter dado pouca atenção, se calhar até terás pensado que como na outra semana andei todos os dias metido dentro de ti e como sabes por me ter descuidado deixei o barco afastar-se e até deu direito a tomar aquela banhoca espectacular.`Mas verdade que estive embora que por pouco tempo na tua margem junto á lingueta Bi-Centenária, a tal que aos poucos as suas pedras se foram desmoronando e que já poucas existiam. Acalentava este sonho antigo de um dia as repor acaba de ser concretizado, assim já posso meu quando o teu caudal estiver um pouco mais alto levar os meus convidados familiares e outros amigos a te deliciarem. Foram razoáveis connosco ao baixarem por uns dias um pouco as tuas águas,foram obrigados pois tinham a necessidade de o fazerem para construir o Novo Cais nas Fontainhas, Lugar da Freguesia da Raiva Vila do Cativante Concelho de Castelo de Paiva. Ao me aperceber disso aproveitei com dois elementos a quem paguei e já está conseguido o objectivo primordial. Está liberto para poder ser concluído definitivamente. Os Pescadores já começaram a cheirar e rapidamente riscaram projectos para os pesqueiros, a minha Filha e Genro também já se sentaram lá hoje a te deliciarem, no sábado a mais nova a Carla Florbela também o fez. deixaram a promessa que agora nas férias do Natal vão estar mais tempo junto a ti.
O Nosso bom Amigo Dr. Amorim,contribuiu monetariamente e esteve cá no Sábado a apreciar e aprovou a cem por cento, ficou contentíssimo e que no Ano Novo cá estará para experimentar o novo posto de Pescaria.
Para mim as coisas também vão melhorar ao ter melhoria nos acessos.
Senti-me feliz por esta concretização e com umas coisas puxam as outras com diz o meu Irmão Quim, lá veio á memória a inspiração para os versos que relatam uma verdade indesmentível e porque eu declamava alto essas lembranças de pequenino as fui recordando e para que constem vou publicá-las, porque num dos seus contos relata e muito bem o nosso bom Amigo e também ele membro que serviu a gloriosa Armada o Manuel Araújo da Cunha num dos seus livros.
"Em Cancelos a fome nos tempos em que não nos abastecias era negra e ninguém tinha um vintém.
Mas mesmo sem isso a nossa felicidade era total e hoje sei que com o passar dos anos temos um enorme armmazem onde armazenamos maravilhosas experiência e sabedoria e neste tu cá tu lá continuamos a manter intactas as nossa faculdades mentais e intelectuais.
Digo-te amiúdas vezes temos de ser exigentes em não deixar perder pitada do que sabemos, mas lá vai então o relato da Lembrança de Miúdo:-

RECORDAÇÕES QUE NÃO ME ENVERGONHAM - VIVIA ESTES DIAS COM PLENA FELICIDADE
Lembranças da Minha Pequenice.

(O LAR ONDE NASCI)

Eu nasci num lar tão pobre
Tão pobre como fui e sou
Pobre com grande pobreza
Foi o que minha vida herdou

Foi o lar da minha vida
Que nem um berço tinha
Meus Pais dormiam na Sala
Eu ficava na cozinha

Era tão pequenina a casa
Que não dava para arrumação
Pois meus Pais não tinham posses
Para me comprar um colchão

Era assim nesse meu tempo
Os Colchões feitos de sacos
Cheios com palha de centeio
E os Travesseiros de farrapos

Mas compraram uma boa casa
Pouco abaixo dos Portelos
Num lindo e adorado Lugar
Que dá pelo nome de Cancelos

E ainda muito pequenino
E não tendo com quem ficar
Minha Mãe tinhas de ir ao Monte
Mas tinha que me levar

Era uma Pescadora/Lenheira
Estivesse calor ou muito frio
Apanhar Carqueja e Queiró
Que carregava até ao Rio

Eram Botenos que bem amarrados
Em conta um Cento e Meio
Com este peso todo á cabeça
Ainda com um Filho no Seio

Já nesta casa fui crescendo
Vivendo esta vida marota
Foi então que fui pedir
Com a minha Prima Barrota

E a pedir de porta em porta
Pelos Lugares e Freguesias
Regressando contente a casa
No final de todos os Dias

Com a códea enganava o Estômago
Distraíndo algumas vezes a Fome
Valeu a pena pois fui ensinado
Que quem não pede não come.

Cresci assim no dia a dia
Seguinte foi ir para a Escola
Meus Pais compraram-me Livros
Lápis, Lousa, Vata e a Sacola

Mas a fome também me deu
Muita calma e paciência
Não um Super-Dotado
Mas com muita Inteligência

Aprendi bem a contar
O mesmo a ler e a escrever
Aprendi muito a respeitar
E também a saber a obedecer

Tudo isto me recorda
Uma miséria infernal
Havia tudo p´rós ricos
Neste nosso belo Portugal

Mas valeu-me esta lição
Com pobreza mas honradez
Mas tenho esta enorme fortuna
Ser um honrado Português.

Longe vão os tempo felizmente,em que quem nascia pobre estava condenado a ser pobre toda a vida.
Passar toda a Vida, sem casa, sem familia e sem guarida, vivendo em eterna solidão, como se a culpa fosse deles que nasceram. E nã daqueles que fingiram que não se aperceberam. Que um desteds pobres deveria ser um irmão.

O amor a eles como a Ti Rio Douro,é como o Oceano que vi sempre o começo, mas nunca cheguei ao fim.
Amor reciproco que perdura e perdurará, para lá de mim, já que tu és Eterno.
Nunca o Barco andará à deriva porque a espadela a guiará.

REFERÊNCIAS A SANTA EULÁLIA PEDORIDO- LUGAR DE RIO MAU E CONCELHO DA RAIVA - SEBOLIDO
Amigo hoje vamos falar de coisas que se passaram enquanto a hoje Freguesia de Rio Mau foi em tempos um Lugar da Freguesia de Santa Eulália de Pedorido, nos tempos a que a Freguesia da Raiva era Concelho ( Conforme comprova o Pelourinho lá Existente) e como tal ainda hoje lá mantém o Pelourinho quem sobe da Igreja para cima ao lado esquerdo esse símbolo é a distinção e documenta essa veracidade. Mas hoje é para falar da antiga Capela de Rio Mau que já há muitos anos carecia de obras ou de ser substituída.
Sempre era protelada a decisão, mas também da actual Igreja, do Atoleiro e de nós. De nós Amigo, porque o que aqui vou falar concerteza já é do teu conhecimento, mas sei que teimas e muito bem em não relatares mesmo aos teus maiores Amigos e Admiradores relatos importantes a que tenhas assistido e por vezes não por culpa tua mas das intepérides de que não és responsável a que sejas obrigado a ser falado em que a culpa te poderá ser atribuída.
Ainda bem que assim é.
Por vezes quando assisto e assisto porque me não posso desviar a comentários menos abonatórios a teu respeito, sinceramente que antes me incomodavam, hoje não ligo patavina porque sei serem de quem nada percebe daquilo que te diz respeito, dos tais que são os únicos detentores de todas as sabedorias e todo o resto.
Mas de rios e mares nada percebem e falar-lhes de margens, caudais, bombordos ou Estibordos é segundo eles tratá-los mal.
Mas como dizem os Cristãos aquela máximas de Pai perdoa-lhes que eles não sabem o que dizem e menos o que fazem,como tal merecem ser desculpados.
Também tu e nossos amigos temos de fazer o mesmo.
Mas como os teus e nossos amigos são mais que muitos então vamos falando porque eles terão pachorra para nos ler e conhecer e registar os nossos testemunhos que poderão não ser muito atractivos, mas tem o valor de serem reais sem um minímo de ficção.
Os nossos amigos que nos os dão a conhecer, são como o algodão. Não enganam.
São pessoas desprovidas de qualquer pretensão de protagonismo.
São feitas referências á Capela de Rio Mau num trabalho excelente que mais tarde desenvolveremos onde não era permitido a travessia de uma margem para a outra em alturas que as tuas águas aumentavam e a corrente se tornava mais forte.
Como os Padres em número de 3 a sua residência era em Pedorido então nessas ocasiões na era celebrada missa na Capela.Era referido ainda que a população era pobre e como tal isenta de pagar impostos, relata o que a Capela possuía e tudo era valioso tinha recebido obras de conservação e garantia longos anos sem necessidades.
Os anos de duração das madeiras eram limitadas, com o decorrer dos anos a necessidade de obras e aumento da Capela ou uma Igreja com maiores dimensões para que todos os Cristãos ja que vinham crescendo podessem assistir ás missas.
Choviam as promessas.
Obras Nicles.
Até que farto, já não acreditando nessas promessas o nosso Saudoso Amigo Rimauense homem dotado de uma inspiração poética invejável decide tornar pública a sua insatisfação.
Foi como atear um fosforo a uma porção de gasolina.
Após a publicação dos versos foi um ver se te havias e em vez de o vai fazer-se. Começou de imediato a ser feito.Há copisas sérias que podem ser ditas a brincar.
Este trabalho e o impacto que teve foi real.
A acdeleração daconstrução da Igreja, em boa parte a ele se deve.
Só é possível perpetuá-la pelo empenho e dedicação do meu querido e bom Amigo que me deu este privilégio de eu poder publicar em primeira mão estes dois preciosos documentos.
A Ti António Monteiro, permite que te reconheça com toda a minha gratidão e distinção.
Ao teu grande Amigo. Saudoso Ricardo M. Sousa, esteja onde estiver!.. Concerteza muito contente ficará; ao saber que foste um fiel depositário de documentos tão importantes que os soubes -tes valorizar e é a ti por mérito devido que cabe a responsabilidade de através do meu Blog o imortalizares. É convicção que ambos esais de parabéns por este legado.

HOMENS E POETAS POPULARES RIMAUENSES
Autor das Quadras:- Ricardo M. Sousa
Dono do Documento António Monteiro:-
Transcrito por:- Valdemar (Ferreira "O Marinheiro").

(ANTIGA CAPELA DE RIO MAU)
Ao entrar na Sacristia
Da minha pobre Capela
Distraído saudei
Dois obreiros mestre dela

Mas qual foi o espanto
Que de repente notei
Uma vóz como dum Santo
Bons dias eu te darei

Olhei logo em redor
Mas não via ali ninguém
Então outra voz mais forte
Me saudou a mim também

Agora tremo de susto
Quem me fala são retratos
Fico firme mas com custo
Mas eles estão pacatos

Amigo, me disse o Magro
Quero que digas ao Povo
Estou aqui á Cem anos
Não vejo nada de novo

Cem anos já se lá vão
Tanta Gente vi entrar
Mas nem só um conseguiu
Esta Capela aumentar

Temos estado caladinhos
A ver o que vós fazeis
Vamos nascer e morrer
Na vida só dando leis.

O mais gordo disse então
O que pensa esta Gente
Talvez pense que a Capela
Sirva sempre Eternamente

Eu quero que vós saibais
O que disse S.João
Numa noite de Inverno
Ao ribombar dum Trovão

Fugei Santos e Santinhos
De novo vamos morrer
O Forro alaca já
As Telhas com nós vem ter

O relógio está no fim
O Caruncho nos sufoca
Para maior desgraça os sinos
Quase nenhum deles toca

Vai Ricardo sê feliz
Diz a todos o que sinto
Faz pregão do que te diz
O José Bernardes Pinto.

No Lugar de Rio Mau existiu em tempos uma Pensão que no seu auge foi das mais badalas do Norte as suas referências de bem receber e bem servir trouxeram a este pitoresco Lugar com a colaboração das suas gentes hospitaleiras Ilustres Personagens, muitos deles desconhecidos.
Perante a presença de muitos deles algumas vezes me interroguei se estaria na presença de Santos ou Pecadores. Para lá dos habituais estágios de Jogadores de Futebol e Ciclistas muitos outros aqui vinham parar.
Hoje e depois de o António Monteiro me ter entregue e eu lido e relido estes maravilhosos versos as minhas dúvidas não se dissiparam mas sim aumentaram.
Secretamente e meio envergonhado fui á Janela da minha Sala e uma vez mais e em vóz alta de forma a que o meu eco de pronúncia a ele chegasse e poder ter um pequeno sinal.
Mais o meu Amigo Rio peferiu continuar a deliciar-se e continuar a receber a forte chuva que nele entrava e como a fazer-se de alonso nem resposta nem recado me deu isto como quem diz um segredo é para guardar e se queres dissipar dúvidas continua a indagar. Obrigado amigo tu és mesmo o máximo.É por estas e outras mais que cada vez gosto mais de ti se ainda for possível gostar mais e melhor. Mas não vou desistir de te consultar, sempre que tiver essa necessidade. Sabes que também sou de convicções fortes e não desisto fácilmente. Para continuar a ser homem de causas e não de casos tenho de ser persistente.

PENSÃO DE S. JOÃO em RIO MAU - SEBOLIDO

Já chegou a Fama ao Céu
Desta moderna Pensão
Pois já temos dois almoços
P´ra S.Pedro e S. João

S. Pedro e S.João
No Céu fizeram barulho
Querem vir cá á Pensão
Ás papas de sarrabulho

S.to António também quis
Participar nesta Guerra
Já não Hei-des só os dois
Também vou aquela terra

S. Martinho o rei da pinga
Entrou na discussão
E disse: Amigos calma
Eu também vou á Pensão

Nisto entrou S.Gregório
Mas este muito zangado
Vós hei-des para as papas
Eu vou ao Sável assado

Convém ir junto connosco
A Maria das Candeias
P´ra ver Dona Carolina
A preparar as Lampreias

Lá o arroz das Lampreias
Disse S.Brás de Canelas
Foi a coisinha melhor
Que me passou nas Goelas

Diz S. Pedro a S.João
Que sarilhos nos metemos
Um Autocarro não chega
Vão ir todos os que temos

Santos Anjos e Arcanjos
Disse S. Paulo Doutor
Se não houver Autocarros
Vai um disco Voador

Vai tudo P´ra Rio Mau
Disse S.Judas Tadeu
Querubins e Serafins
Vai ficar vazio o Céu

Amigo apesar de ser duas da manhã e tu relagadamente continuares a te deliciares com as chuvas que te vão proporcionando teres recebido águas mais límpidas também eu me fui maravilhando com este interessante diálogo juntando a isto o sabores calor que fui recebendo da Antiga Lareira este tempo foi maravilhoso. Agora vou encerrar a escrita e reler o Livro do Amigo que viveu aqui junto a nós e foi como Marinheiro que nos visitou, infelizmente na Tragédia de Entre-os-Rios mas que ele teve a coragem e sabedoria de perpetuar como ninguém de entre tanta fanfarronice de expressão de sentimentos no mínimo duvidosos e até arrisco a afirmar que segundo a minha conclusão pessoal muitas das choramingas e lamentações apenas tinham um único sentido. Provocar o protagonismo que de outra forma nunca seria conseguido. Muitos poucos hoje se atrevem ou querem falar da tragédia, mas quem como tu vês diariamente os Cemitérios de Oliveira do Arda e Raiva e eu que por lá passo amiudadas vezes juntando ainda os de Sebolido e Sardoura, jamais a esqueceremos e a todo o momento me recordo e faço votos que estejam onde estiverem descansem em paz. Mas o Livro do Comandante da minha Querida e Amada (Marinha de Guerra Portuguesa ficará eternamente como um testemunho de seriedade e gratidão. As gentes dos dois Concelhos que não são Burras sabem valorizar quem os perpetua. Por mim Obrigado Sr. Comandante Augusto EzequielPELA MISSÃO EM CASTELO DE PAIVA.Amigo Rio Douro, hoje vamos voltar a conversar neste Blog, já que temos vindo a fazê-lo na Terra Rio e Mar- Como já várias vezes temos conversado é nesse Blogue que falamos de coisas mais diversas, enquanto reservamos para este o que parece ser uma linha do princípio para que foi criado. Sabes que ambos são nossos e que os nossos Amigos nos lêem em ambos. Mas falar da hoje Freguesia de Rio Mau, que em tempos foi Lugar de Pedorido e depois de Sebolido tem para nós um carinho especial, já que tu a banhas e eu constantemente atravesso a Freguesia e todo o nosso passado a ela está ligado. Sabes bem que tenho por essa gente um carinho e admiração especial. Talvez agora possa dar um pequeno contributo, para minimizar as traquinices do meu tempo de Jovem. Mas sei que também eles por nós têm um carinho especial. Quando e após uma semana totalmente a relembrar-me dos maravilhosos anos da Empresa Carbonífera do Douro e dos anos em que lá trabalhei e que tantos amigos lá ganhei, pensava eu que estava chegada a altura de começar a escrever esta fase da minha vida, partilhando grandes alegrias com estes meus amigos e eles comigo, mas eis que me surge a oportunidade de ter de me ir encontrar com o Amigo António Monteiro, pois graças a ele que ao me ter entregue uns Poemas do Saúdo Ricardo M. Sousa os meus blogs fossem lidos atentamente por uma sua familiar nascida e residente no País Irmão (Brasil) e assim hoje poder ter contribuído que esses laços familiares se venham a reforçar. Foi graças ao trabalho guardado a sete chaves pelo António que assim foi possível a Dona Sílvia reviver locais que uma vez conheceu há muitos anos aqui em Rio Mau e realizar o sonho de conhecer algo respeitante a estes seus familiares. Para estabelecer esse contacto fui falar com o Senhor Rolando Sousa que me relatou coisas maravilhosas que divulgarei em outra ocasião. Foi então que uma vez mais o Monteiro me surpreendeu ao fazer-me entrega de mais uns Poemas do Saudoso Poeta, pelo valor dos mesmos e o que eles representam e para que a Dona Sílvia tenha mais este conhecimento. Optei por lhes dar total prioridade.

CONVERSA A TRÊS: -

O FILHO A MORTE E A MÃE

PEDIDO DO FILHO Á MORTE=
Ó Morte tão traiçoeira
Tu que não poupas a ninguém
Olha! Mas demora muito
A levares a minha Mãe

RESPOSTA DA MORTE :-
A minha vida é matar
Tudo o que vive no Mundo
Quer de noite quer de dia
Não perco um só segundo

RESPOSTA DO FILHO :-
Sim morte tu tens razão
Mas leva o que é mau
E deixa o que é bom
Tu levando a minha Mãe
Golpeias meu coração

MORTE SENSIBILIZADA
Podes ficar descansado
Tua Mãe não vai comigo
Por seres um bom filho
Longos anos estará contigoO

FILHO INFORMA A MÃE
Mãe eu já pedi á morte
Que não te levasse cedo
O Mundo sem ti é escuro
Ó minha Mãe, tenho medo

A MÃE PARA O FILHO
Obrigado filho amado
Tesouro do meu coração
Assim pensem estes filhos
Destes Pais que aqui estão

ENTÃO O FILHO LAMENTA
Quantos Paizinhos no Mundo
Poderiam ainda hoje viver
Se os filhos os amassem
Do Coração a valer

FELICITAÇÕES DE FILHO
Ó Mães de Rio Mau
Deste palco vos saúdo
Quem tem Pai tem grande bem
Mas ter Mãe é melhor que tudo.

MENSAGEM TERNA E DOCE DO FILHO
Quem não Ama Pai e Mãe
Antes filho não o fosse
Pai que palavra tão Linda
Mãe que palavra tão Doce

Amigo desculpa por voltar a repetir o que ontem já disse: - Mas as novas Tecnologias por vezes reservam-nos umas surpresas inesperadas e quem sabe se não serão um teste á nossa capacidade, se estaremos ou não preparados para calmamente aceitar estes percalços e se temos a mobilização mental necessária para de novo voltarmos a reescrever. Se o conseguimos fazer, duas coisas podemos ter a certeza é que mentalmente estamos bem e que o trabalho que desejamos dar a conhecer é deveras importante como a principio nos parecer que seja. Assim e depois de a discriminação de este pequeno pormenor estão criadas as condições para que voltemos a desenvolver esse mesmo trabalho e o dar a conhecer a quem estiver interessado: -

OS COPOS E UM NEGÓCIO NA FEIRA DE S. MARTINHO EM PENAFIEL (QUE SE REALIZA NO MÊS DE NOVEMBRO.

Certa vez no S. Martinho
Com a fartura do Vinho
Mau negócio eu fiz
Comprei Vaca, saiu Bói
E assim me obrigou
A eu lá voltar outra vez

Quando á Feira cheguei
Com o mesmo Senhor dei
Mas em grande burburinho
Agarreio pelo Pescoço
Tem paciência meu Moço
São coisas de S. Martinho

Desfiz então o engano
Com esse mesmo Fulano
Que se chamava Ventura
Deixamos de andar á rasca
E voltamos para a Tasca
Beber mais e á fartura

Eram copos e mais copos
Já sorriam os Cachopos
De ver nossas posições
Tanto eu como o Ventura
Com a Fralda á dependura
Um bom par de Borrachões

Começam haver sarilhos
Com a força dos quartilhos
Embora mal medidos
Nisto oiço uma voz
Que veio bem até nós
Estes dois estão perdidos

Já de fraca catadura
Despedi-me do Ventura
E saí ao Zigue-Zague
De repente bem um murro
Oiço dizer está seguro
Não vai daqui sem que pague

Ouvi o melhor discurso
Em toda a minha vida
Do Ventura com firmeza
Larguem esse meu Amigo
Ponham-no livre de perigo
Sou eu que pago a despesa

Tinha eu deixado a Vaca
Preza a uma estaca
A um cantinho da Feira
Mas o raio da Canalha
Que nessa Feira não falha
Fez a sua brincadeira

Agora que vejo eu
Ó Meu Santo Deus do Céu
Mas que grande desalento
A minha linda Vaquinha
Não está lá coitadinha
Mas sim um velho Jumento

Tentei pôr tudo em cacos
Mas apanhei dois supapos
E eu com minha razão
Alguém disse cena feia
É metê-lo na Cadeia
Esse grande Borrachão

Com a cabeça toldada
Não esperei por mais nada
Tratei foi de vir-me embora
E de regresso, mas sózinho
Quantas vezes pelo caminho
Vi chegada a minha hora

É feio ser-se Borracho
Um grande defeito que acho
Agora com mais juízo
Ser alegre e sorridente
Que o seja toda a Gente
Ser Borracho não é preciso

É tão Lindo quando partimos e deixamos para os nossos conterrâneos expressos os sentimento e o amor que nutrimos pelas Terras que nos viram nascer e Crescer.
Bem hajam estes apaixonados.

DA JANELA DA MINHA CASA EM RIO MAU EU VEJO
Da minha janela eu vejo
Os Lugares de Outeiro e S. João
Vejo as Moças na Fonte
Com o Caneco na mão

Vejo o Rio e o Ribeiro
Quando estou ao meu Janêlo
Vejo o Lugar de Pustercos
Os de Castelão e Portelho

Também vejo a Estrada
De todos Sala de Estar
Deslumbro bem a Sobreira
O Coração do Lugar

Vejo minha Mãe rezando
Ao cantinho da cozinha
A pedir a Deus do Céu
P´ra nos dar a saúdinha

Sou feliz em minha casa
Sou feliz eu bem o sei
Eu não troco a minha casa
Pelo Palácio de um Rei

NOÇÃO E LÚCIDEZ DE TER DADO VIDA Á VIDA - RICARDO M. SOUSA
Quando na fase terminal e já padecendo de cegueira total teve este testemunho fabuloso que demonstra todo o carinho e amor que nutria pela sua Terra, pela sua Banda Músical e pelo seu Rio Douro.
EU JÁ MORRI.
Morri porque não posso ver a Banda, não vejo o Lugar da Sobreira nem o Rio Douro.

Nota: -
Este Poeta autodidacta,deixou um espólio que seria de valor cultural incalculável, mas que infelizmente se poderá ter perdido por na ocasião da sua morte estar em poder de um seu amigo e que os familiares de Ricardo M. Sousa não terem conseguido como o encontrar, o que poderá ter acontecido também ele já ter partido dado que era uma pessoa de Idade avançada.

Apraz-me registar a Quadra que dedicou às Fragas de Sebolido.
È aqui que o Poeta pensa e Clama.
Sem Deus seria impossivel tão bonito panorama.

A última Quadra do Poeta:-

Muito Lindo é na Vida
Saber a Vida Levar
Quem na Vida nã faz Vida
Tem na Vida Que Chorar.

Amigo Descansa em Paz.

Por mim vou continuar a procurar recolher mais testemunhos.

Tenho programado para breve novo contacto.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Um Conto de Natal

Natal

Conto

E ele a dar-lhe e a burra a fugir. Tanto já se tinha esforçado para vender os toiros em condições vantajosas que perdeu a conta aos artifícios montados nesse firme propósito de fazer o negócio que agora acabara de concluir na feira de Melres.
Nem em Canedo lhos quiseram por duas notas de cem mil reis a quantia que correspondia exactamente à última avaliação feita pelo Roto de Cabeçais nos vinte e cinco em Entre-os-rios.
- Tratantes, passa um homem um ano inteiro a pastar e a engordar o gado e agora dão-lhe aquela miséria de compensação por tanto esforço! Ele é erva, folhelho, palha e muitas vezes milho do canastro para manter uns bois sempre na esperança de, depois de bem medrados, tirar deles um suplementar rendimento de forma a poder sobreviver enfrentando as muitas adversidades que podem surgir sem a gente contar.
- Cento e oitenta paus por dois touros; bichos graúdos, possantes, capazes de lavrar num só dia dois campos de milho ou acartar do monte, cinco ou seis carros de mato, é mesmo a gozar com quem trabalha a terra!
Mas pronto, agora é rezar-lhes pela alma, no fundo o que interessava mesmo era sentir no bolso das calças de ganga o bafo das notas que pareciam acabadinhas de fazer na Casa da Moeda. São raras, quem tiver a felicidade de deitar os olhos em cima de uma montanha daquelas, todas de vinte escudos, pode considerar-se um homem rico.
Caminhava em direcção a casa pelos caminhos do monte levando numa mão a soga agora desocupada e na outra a vara de marmeleiro com que tocou os animais até à Melres.
- Isto de antecipar as feiras também tem que se lhe diga, um homem faz contas à vida e tudo o que lhe alterar o calendário religiosamente estabelecido no princípio do ano, acaba sempre por trazer grandes contrariedades. Falhou um dia de poda lá em baixo nas Enxurreiras e ainda por cima se havia de fazer bom tempo era hoje.
Tarde de Dezembro, véspera de Natal e ele a passar nas Corgas a digerir um negócio que sem ser bom ou mau, acabou por não atingir os desejados objectivos.
Anoitecia, o sino da igreja de Sebolido batia as cinco horas da tarde e o Ratana aconchegou-se um pouco mais dentro da samarra tentando impedir que o ar gelado de Inverno lhe penetrasse no corpo e chegasse até aos ossos.
Já perto do povoado, ali onde os caminhos se encontram e prometem variadas e incógnitas direcções, parou a contemplar a capelinha da Senhora do Monte. De chapéu na mão, sim porque um verdadeiro devoto tem de se descobrir e guardar respeito às coisas de da fé, benzeu-se e fez uma prolongada vénia. Um homem trás sempre dentro da solidão sentimental da sua vida intangíveis mistérios e ele na condição de criatura feita à imagem e semelhança de Deus, não escapava aos propósitos do destino e carregava também a pesar-lhe em cima do lombo, inquietações, angústias e medos e muito mais coisas que o iam minando como a aguardente a um alcoólico.
Como se de repente lhe viessem à cabeça todas as dolorosas realidades da vida, avançou para a entrada da capela disposto a rezar. Foi um desejo imprevisto, um baque no coração que não tem explicação mas que lhe condicionou todas as vontades previsíveis e lhe ordenou numa hipnose estranha o que tinha de fazer.
- O meu Quim! - Exclamou
O filho ausente na tropa a lutar na Guiné, nesse ultramar que derrete juventudes inocentes e que já há dois Natais não se sentava à mesa da ceia, entrou-lhe pelo pensamento dentro com um tiro desferido à queima – roupa que o degolasse ali, entupido por um nó que se formou de repente na garganta e a ferida da sua quase insuportável ausência, aquela fenda no peito que lhe andava a esmagar o coração, principiou de novo a sagrar.
Ajoelhou na terra húmida do recinto e, como um naufrago aflito no mar alto que visse ao longe o navio da salvação, ergueu as mãos ao céu e soltou o apelo que o devorava:
- Senhor, eu sei que sou pecador que decerto nem mereço um simples olhar da Vossa Divina Graça mas se poderes trazei de volta o meu pequeno, não por mim mas pela minha Ana que morre de saudades do filho! Não sabemos dele há mais de dois meses, o Maioto carteiro não nos chega com notícias, tão-pouco com um aerograma a dizer que está bem!
Os olhos humedeciam-se à medida que se embrenhava no entorpecimento da espontânea oração e aquele ser dos campos, era então o símbolo vivo de todas as fraquezas humanas, reduzido ao nada, ao barro de que foi formado ao pó a que há-de voltar a ser um dia. Recorria à santa que nem sequer via porque fechada dentro da capela decerto nem o ouvia e por isso ignoraria as suas preces. Tão pequena e frágil é a condição humana, desprotegido agarra-se ao divino com tal devoção que só um Deus muito severo e cruel não atenderia a tão humildes e sinceras súplicas.
Levantou-se e benzeu-se de novo com mãos trémulas ao mesmo tempo que deu um passo em frente e empurrou a porta do templo que se abriu e deixou ver na penumbra do pequeno compartimento, um altar mais ao fundo com a imagem de N. Senhora de Lurdes pausada em cima de uma toalha de linho branco que o olhava com a celeste bondade dos santos.
Assaltado por um sentimento de piedade repentino avançou timidamente para ela e ajoelhado disse:
- Estou eu para aqui feito tolo a pedir coisas e a senhora aqui sozinha ao frio dentro da capela sem comer e sem beber. Hoje é dia de festa e se vossemecê não se importar, vai consoar lá a casa comigo e com a minha Ana. A comida já deve andar às voltas na panela, são batatas cozidas com bacalhau e tronchudas regadas com azeite da terra, do mesmo que ilumina o Santíssimo Vosso filho que está lá em baixo na igreja e, se Ele quiser, há-de haver uma rabanadita ou duas feitas com mel do Manel da Deolinda e também um naco de bolo rei para sossega! Não sei se a Senhora gosta mas é sempre melhor que nada! Se a deixar aqui, nem consoada vai ter! Olhe que a minha Ana cozinha que é uma maravilha!
Sem esperar resposta pegou na estátua da santa, embrulhou-a na toalha, meteu-a debaixo da samarra saindo a caminho de casa.
Passou à Cruz de Ferro já a noite descia em manto gelado a cobrir os campos e os montes e as tronchudas nas leiras da Rodela, luziam já cobertas pela humidade do sereno nocturno.
Chegou finalmente a casa quando a esposa preocupada já se tinha decidido a procurá-lo. Ao ver aquele embrulho debaixo do braço do marido exclamou surpreendida:
- Que é que trazes ai homem, é um bacalhau? Se for já vem tarde, o que vais comer hoje, já está cozido!
-Não mulher, respondeu num sorriso de contente, trago aqui a N. Senhora de Lurdes que este ano resolveu vir consoar cá a casa! Em falta do nosso Quim fica ela a fazer companhia à gente, é sempre uma mulher que mete respeito!
Ela calou-se entupida por brusca e inesperada emoção a olhar para o marido, aquele pedaço de asno, rude como toco de carvalho, mas que tinha dentro do peito uma alma do tamanho do mundo. Chorou por que ele lhe lembrou o adorado filho ausente e também por confirmar mais uma vez ao longo desta vida de trabalhos e canseiras, que casou com um homem capaz de retroceder no tempo e reencarnar a inocente época em que foi criancinha.
A ceia estava pronta, na travessa de barro com ramos de flores estampados, apareceram as fumegantes batatas cozidas meio cobertas com postas de bacalhau e tronchudas. Um cheirinho a Natal espalhou-se na cozinha que a luz de um lampião a petróleo mal iluminava e a mesa posta tinha três talheres e outros tantos pratos, ao centro mais um outro cheio de rabanadas e um bolo rei embrulhado num papel de fantasia com pequeninas árvores de natal desenhadas, completava a fartura que se repetia todos os anos nesta noite.
A lareira crepitava em farto lume e, pela primeira vez neste Inverno, superava o frio que entrava pelas frinchas da parede e das lousas da cobertura porque o lavrador tinha trazido do monte um enorme tronco de castanho.
Trum, trum, trum
Alguém batia no postigo. O Ratana levantou-se num pulo e foi abrir a porta ao inesperado visitante. Ali, à frente dos seus olhos estava o filho fardado de camuflado militar. Nem um som pronunciou a sua boca estupefacta e sem medir os gestos, avançou e abraçou-se a ele a soluçar. A Ana veio também a correr e, por entre lágrimas e risos os três eram um só de pé na soleira da porta da singela casinha.
Veio a ceia agora ainda mais apetecida e os quatro a consoar em volta da mesa, faziam lembrar o santo presépio de Belém.

Do livro, "Douro Lindo" de Manuel Araújo da Cunha



domingo, 30 de novembro de 2008

Executivo Nogueira da Regedoura. Cemitério com Exemplar Único este já com 33 Anos de Existência(Associações da Freguesia)

Num tempo em que vivemos com enormes dificuldades, mesmo que para muitos como eu, somos do tempo em que os nossos antepassados não tinham qualquer tipo de subsidio , reforma ou beneficiavam de outro qualquer tipo de ajuda para a sua subsistência,era frequente se citar a história da Lepra e dos filhos que levavam os seus Pais aos Montes onde lá se encontravam outros Leprosos, para que não morressem com o frio,
se faziam acompanhar de uma manta que lhes serviria de agasalho. Um dia um filho quando se preparava para deixar o Pai e a Manta, este chamou-o e respondedu-lhe:- Filho leva metade desta manta, guarda-a bem guardada para quando fores velho como eu, ou sofreres dessa doênça, parab quando o teu filho te vier cá trazer, esta metade de manta serva para te agasalhar do frio e te lembres deste dia e deste local e da herança que te doei neste local. O Filho ficou consternado e sem reacção. Meditou nas palavras do velho Pai e decidiu-se por regressar a casa, trazendo de regresso o seu Progenitor. No tempo de crianças para amaioria daqueles que tem a mesma idade ou menos alguns anos que eu, os nossos avós tudo faziam para que durante as suas vidas conseguissem mesmo aumentando o já enorme sacrifício que faziam em condições normais, adquirir ou construir a sua própria habitação que mais tarde seria doada a um dos seus filhos paraaque deles olhassem, depois de não poderem trabalhar até que partissem.
Talvez as histórias reais do passado nos ajudem a compreender e a enfrentar com maior espirito de sacrfício o presente. As histórias smuitas vezes e em tempos diferentes repetem-se, por vezes não nas idades avançadas, mas nas maiss Jovens. Hoje assistimos a que muitos sem nada fazerem para o merecer vão passeando desfrutando e recebendo sem na maioria dos casos nada terem feito para viver da riqueza do trabalho que poderiam produzir, mas sim da diat Justeza a que é chamada pelo nome de Reinserção Social. Os outros Jovens que eles e os seus Pais com tremendas dificuldades conseguiram uma Licenciatura Académica, é-lhes retirado todo e qualquer tipo de apoio, pois se são licenciados os seus Pais serão ricos,ou até parece que o Diploma lhes dá direito a se reabastecerem nos Hipermercado sendo exigivel ser Identificando. Enquanto isto uns e outros vão suportando individandso-se esperando quem sabe a vinda de dias melhores. Urge uma pergunta se uns tem direito porque é vedado aos outros?!!!
Mas do antigamente outras histórias são importantes e com alguns casos que nos chegam e os quais tem protagonistas camafulados de pessoas que nunca o assumem no minímo dá vontade de rir.
Isto vem a propósito do trabalho louvável que o Executivo da Nossa Freguesia tem vindo de uns tempos a esta parte a assumir no Cemitério de Nogueira da Regedoura, com a conservação da Japoneira implantada na cabeceira da Sepultura do Dr. Prata.
Junto a esta sepultura existe ama outra onde se encontra sepultado o homem que a plantou e que algumas vezes a tratou o que é prova do gosto que nela tinha. Durante vários anos eu e Camaradas meus pagamos para que os Coveiros dela tratassem, passou depois a ser tratada pela Senhora que enfeitava a sepultura de Ferreira Soares. Actualmente o Executivo da Vila de Nogueira da Regedoura tem assumido esse tratamento. Porque esta acto louvável é digno de registo e um desafio a que outros Executivos sigam este exemplar registo,aqui fica registado o meu sincero reconhecimento e agradecimdento como Residente e Eleitor e o desejo que este exemplo dignificatico seja levado continuado por este e outros Executivos independentemente das Ideologia que cada um sustenta, ou imortaliza.