sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Os responsáveis pela secção Recreativa do Centro Cultural e Recreativo de Sebolido
Na vila de Aragão, Penafiel
Conhecendo o Concelho - Convívio Cultural
Junto à Sepultura onde foi agredida, violada e roubada e onde se encontra sepultada uma jovem de 22 anos no concelho de Penafiel
Na igreja do Mosteiro pertencente ao concelho de Penafiel

Navegando no mar do Norte ao largo de Espinho
Fazendo um treino de boxe em 1969 no Lago Niassa, em Moçambique
Vida de boémio com os seus amores Anabela e Fernanda Maria

Quando o Coração Fala mais Alto

Divulgar factos reais e ter como meta entrar e ficar registado nas mentes actuais e vindouras e que haja lá sempre um cantinho onde fiquem guardadas estas gratas recordações que tiveram lugar no tempo.
Cá neste recanto é um local onde tudo parece acontecer e a inspiração é constante, voltarei sempre enquanto poder e quem sabe se não ficarei por tempo indeterminado, mesmo depois de partir.
Voltei porque em Cancelos está-se bem, está-se mesmo maravilhosamente bem, quem não desejaria estar rodeado da casa e do rio do seu sonho. Este ciúme provocador é a constatação de uma realidade de quem a vive. Mas Douro Amigo hoje vou pedir-te que sejas cúmplice comigo, porque há a necessidade de deixar mencionadas dicas que permitam se acaso eu não vier a ter tempo de acabar este trabalho que fique facilitado aos continuadores e estudiosos de Casos e personalidades, talvez até muito melhor que eu possam saber porque sempre estive ligado a todos os casos que ocorreram e o porquê desta grande paixão. Que alguém tenha depois a coragem de agradecer a todos que se vão disponibilizando e se empenham em pesquisas que permitam um relato desapaixonado e verdadeiro. A Todos o meu muito obrigado. Este não é um trabalho deste ou daquele mas de todos quantos desejarem colaborar.
Voltei.
Voltei e com a convicção plena de que trouxe comigo disponibilidade e empenho que me permitam concretizar esta ambição que vive dentro de mim desde que me conheço que é de não deixar morrer as histórias do meu Rio, das minhas Terras e das minhas Gentes. No imaginário (infelizmente) fazer regressar e ficar gravado mentalmente, os barcos e os seus transportes e a sua utilidade no Douro, as trocas de peixe por Jeropiga entre pescadores e Marinheiros dos barcos rabelos. A pesca do sável e da lampreia, o peixe miúdo de verão, as redes com que os mesmos se pescavam, as inúmeras juntas de Bois nos Areios de Melres e Dórts que alavam em alturas de rio alto os Barcos Rabelos e Rabões, os recantos das chumbeiradas, os areais onde se deitavam o lanço das redes, a pesca no Areio Dórts e Midões. As Peidocas da Ti Francelina Jigueira e do Ti Zé do Paulo em volta da fogueira enquanto esperávamos pelo próximo lanço de rede, que decorriam passado cerca de 3 horas. Não recordar a estupidez das apostas de num quarto de hora beber 5 litros de vinho vir cá fora vomitá-lo para depois beber mais dois ganhos na aposta. Voltar a votar a Mugeira nas Pedras de Linhares, Quinta do Narciso e ir lá de novo roubar as uvas Quilhão de Galo as de Alpendurada, as da Arretorta e ver passar a barca de Espadanedo a atravessar o rio amarrada ao arame. Ver o Tono Líbana de novo com a única bebedeira que apanhou de Jeropiga, trocada por peixe e que julgava que morria, as corridas de balboeiros a seis pás, Ouvir o cantar ao desafio no Barbeiro da Tasca do Pereira em Midões. O Realejo do Ganso, a Viola e o acordeão do Ribeirinho, a Flauta do Serafim Quedas e a harmónica Martinho Ferreiro. Voltar ao 3ª dia de Escola e como aviso a professora atirar a régua bater na quina da carteira e partir a meio, ir roubar as canas da índia há Seixinha e sermos os primeiros a estreá -las com uma canada dada pela Professora. De novo sermos obrigados a travar o fumo do cigarro depois de sermos obrigados a ir buscar as cabras e ovelhas, a roubar botões das roupas estendidas e a corar junto aos tanques de Cancelos e Junçadelo, para tentar nos safar-mos da porrada das duas pestes que eram o Cerqueira e o Fernando Serralheiro, que muito nos martirizaram. Voltar a empurrar das fragas a ovelha da minha avó e andar oito dias a comê-la. Voltar a participar nas traquinices da 5ª coluna, voltar aos sete anos de idade para juntamente com o Fifas meter pelo buraco da pilita o leito dos figos bravos da Figueira da Ti Guida do Albano e andar com a pilita direita da infecção e voltar a levar com a vergasta que quando nos acertavam causava dores horríveis, mas que não nos poupavam para servir de escrementa, voltar aos bailaricos ao toque do Altifalante na Tasca do Ti Mário barrigudo. Voltar de novo a pagar um Escudo para ver o Bonança na Tasca do Ti Vitorino ou Ti Mário Barrigudo, esperar que chegue o Ti Afonso Regedor para na Loja do Ti Cunha eles Juntar as Cenas do Dominó e valer a cartilhada. Ficarmos de novo na Loja do Ti Vitorino a jogar aos matraquilhos e um de nós ir há missa para ouvir a prática do Padre Vasconcelos para depois explicar às nossas Mães e convence-las que lá fomos. Ser chamados pelo Ti Afonso a nos recomendar para não fugirmos da Escola pela Janela e que lá tem vidros, mas só que a crosta não deixa nos cortar e o salto vai continuar. Voltar a roubar o cigarrito aos nossos pais para depois armados em gente grande o virmos fumar para debaixo da Tileira, Voltar a roubar os pneus da Carrinha do Ti Mário Barrigudo e pagar quinhentos e crôa sem ter participado. Roubar os dois cravos há Catequista e pagar vinte e cinco e croa, Voltar a Jogar há bola na Estrada e pagar 40 e croa. Roubar as uvas na Quinta da Moira e o Painente pagar com lampreias para não ir para Tribunal. Fazer de Bruxa no Tanque de Junçadelo. Ver de novo a festa cigana depois de ter desenterrarem o Porco que pesava mais de 12 arrobas. Voltar a ver as Fragas repovoadas de Perdizes e a Abitoreira e de Quebra Figos ao Areio D´orts de novo cheios de Coelhos. Voltar a ser desafiado a ir estudar para o seminário. Voltar de novo a prender música na Banda de Rio Mau juntamente com o Quedas o meu irmão e o Fifas e o Martinho Fajardo a nos ensinar. Estas e outras histórias em que intervieram inúmeras pessoas que ao serem registadas jamais serão esquecidas. Quem desfruta de poder diariamente adormecer e acordar com o Douro junto aos pés, e com ele manter esta conversa, deixar a janela aberta e receber os ares frescos e puros de Cancelos /Midões e as aragens de Sebolido/Rio Mau, poder ainda desfrutar da Sombra das Tileiras no Centro Recreativo e Cultural e dar duas de conversa, terá forçosamente de oferecer alguma coisa do muito que desfruta diariamente. Voltar de novo a comprar o curso de Ilusionismo e voltar a dizer da porta aos quinze anos eu vou sair e volto às dez, quando o toque de recolher obrigatório era quando batiam as Santíssimas Trindades ao anoitecer. Acredito piamente que se poderá dar um pequeno contributo para ajudar a perpetuar as memórias das minhas gentes dignas e honestas com quem tive o privilégio de muito receber sem nada me pedirem em troca, outras que não sendo do meu tempo, que tanto deram sem nada pedirem em troca. Dar sem receber, era também propósito que estava entranhado nos seus corações.
Voltarmos a termos a seriedade para de novo nos deixarem as portas abertas pela confiança que em nós depositavam. Sabendo que éramos, assim porque éramos, mas que tínhamos bom coração.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008
















O avô pescador Ti Jaquim Ferreira"O guerguenteiro"












Para Recordar o Navio Escola Sagres e os Draga Minas e Caça minas feitos de madeira e nos quais estive embarcado

Quando o Coração Fala mais Alto

Divulgar factos reais e ter como meta entrar e ficar registado nas mentes actuais e vindouras e que haja lá sempre um cantinho onde fiquem guardadas estas gratas recordações que tiveram lugar no tempo.
Cá neste recanto é um local onde tudo parece acontecer e a inspiração é constante, voltarei sempre enquanto poder e quem sabe se não ficarei por tempo indeterminado, mesmo depois de partir.
Voltei porque em Cancelos está-se bem, está-se mesmo maravilhosamente bem, quem não desejaria estar rodeado da casa e do rio do seu sonho. Este ciúme provocador é a constatação de uma realidade de quem a vive. Mas Douro Amigo hoje vou pedir-te que sejas cúmplice comigo, porque há a necessidade de deixar mencionadas dicas que permitam se acaso eu não vier a ter tempo de acabar este trabalho que fique facilitado aos continuadores e estudiosos de Casos e personalidades, talvez até muito melhor que eu possam saber porque sempre estive ligado a todos os casos que ocorreram e o porquê desta grande paixão. Que alguém tenha depois a coragem de agradecer a todos que se vão disponibilizando e se empenham em pesquisas que permitam um relato desapaixonado e verdadeiro. A Todos o meu muito obrigado. Este não é um trabalho deste ou daquele mas de todos quantos desejarem colaborar.
Voltei.
Voltei e com a convicção plena de que trouxe comigo disponibilidade e empenho que me permitam concretizar esta ambição que vive dentro de mim desde que me conheço que é de não deixar morrer as histórias do meu Rio, das minhas Terras e das minhas Gentes. No imaginário (infelizmente) fazer regressar e ficar gravado mentalmente, os barcos e os seus transportes e a sua utilidade no Douro, as trocas de peixe por Jeropiga entre pescadores e Marinheiros dos barcos rabelos. A pesca do sável e da lampreia, o peixe miúdo de verão, as redes com que os mesmos se pescavam, as inúmeras juntas de Bois nos Areios de Melres e Dórts que alavam em alturas de rio alto os Barcos Rabelos e Rabões, os recantos das chumbeiradas, os areais onde se deitavam o lanço das redes, a pesca no Areio Dórts e Midões. As Peidocas da Ti Francelina Jigueira e do Ti Zé do Paulo em volta da fogueira enquanto esperávamos pelo próximo lanço de rede, que decorriam passado cerca de 3 horas. Não recordar a estupidez das apostas de num quarto de hora beber 5 litros de vinho vir cá fora vomitá-lo para depois beber mais dois ganhos na aposta. Voltar a votar a Mugeira nas Pedras de Linhares, Quinta do Narciso e ir lá de novo roubar as uvas Quilhão de Galo as de Alpendurada, as da Arretorta e ver passar a barca de Espadanedo a atravessar o rio amarrada ao arame. Ver o Tono Líbana de novo com a única bebedeira que apanhou de Jeropiga, trocada por peixe e que julgava que morria, as corridas de balboeiros a seis pás, Ouvir o cantar ao desafio no Barbeiro da Tasca do Pereira em Midões. O Realejo do Ganso, a Viola e o acordeão do Ribeirinho, a Flauta do Serafim Quedas e a harmónica Martinho Ferreiro. Voltar ao 3ª dia de Escola e como aviso a professora atirar a régua bater na quina da carteira e partir a meio, ir roubar as canas da índia há Seixinha e sermos os primeiros a estreá -las com uma canada dada pela Professora. De novo sermos obrigados a travar o fumo do cigarro depois de sermos obrigados a ir buscar as cabras e ovelhas, a roubar botões das roupas estendidas e a corar junto aos tanques de Cancelos e Junçadelo, para tentar nos safar-mos da porrada das duas pestes que eram o Cerqueira e o Fernando Serralheiro, que muito nos martirizaram. Voltar a empurrar das fragas a ovelha da minha avó e andar oito dias a comê-la. Voltar a participar nas traquinices da 5ª coluna, voltar aos sete anos de idade para juntamente com o Fifas meter pelo buraco da pilita o leito dos figos bravos da Figueira da Ti Guida do Albano e andar com a pilita direita da infecção e voltar a levar com a vergasta que quando nos acertavam causava dores horríveis, mas que não nos poupavam para servir de escrementa, voltar aos bailaricos ao toque do Altifalante na Tasca do Ti Mário barrigudo. Voltar de novo a pagar um Escudo para ver o Bonança na Tasca do Ti Vitorino ou Ti Mário Barrigudo, esperar que chegue o Ti Afonso Regedor para na Loja do Ti Cunha eles Juntar as Cenas do Dominó e valer a cartilhada. Ficarmos de novo na Loja do Ti Vitorino a jogar aos matraquilhos e um de nós ir há missa para ouvir a prática do Padre Vasconcelos para depois explicar às nossas Mães e convence-las que lá fomos. Ser chamados pelo Ti Afonso a nos recomendar para não fugirmos da Escola pela Janela e que lá tem vidros, mas só que a crosta não deixa nos cortar e o salto vai continuar. Voltar a roubar o cigarrito aos nossos pais para depois armados em gente grande o virmos fumar para debaixo da Tileira, Voltar a roubar os pneus da Carrinha do Ti Mário Barrigudo e pagar quinhentos e crôa sem ter participado. Roubar os dois cravos há Catequista e pagar vinte e cinco e croa, Voltar a Jogar há bola na Estrada e pagar 40 e croa. Roubar as uvas na Quinta da Moira e o Painente pagar com lampreias para não ir para Tribunal. Fazer de Bruxa no Tanque de Junçadelo. Ver de novo a festa cigana depois de ter desenterrarem o Porco que pesava mais de 12 arrobas. Voltar a ver as Fragas repovoadas de Perdizes e a Abitoreira e de Quebra Figos ao Areio D´orts de novo cheios de Coelhos. Voltar a ser desafiado a ir estudar para o seminário. Voltar de novo a prender música na Banda de Rio Mau juntamente com o Quedas o meu irmão e o Fifas e o Martinho Fajardo a nos ensinar. Estas e outras histórias em que intervieram inúmeras pessoas que ao serem registadas jamais serão esquecidas. Quem desfruta de poder diariamente adormecer e acordar com o Douro junto aos pés, e com ele manter esta conversa, deixar a janela aberta e receber os ares frescos e puros de Cancelos /Midões e as aragens de Sebolido/Rio Mau, poder ainda desfrutar da Sombra das Tileiras no Centro Recreativo e Cultural e dar duas de conversa, terá forçosamente de oferecer alguma coisa do muito que desfruta diariamente. Voltar de novo a comprar o curso de Ilusionismo e voltar a dizer da porta aos quinze anos eu vou sair e volto às dez, quando o toque de recolher obrigatório era quando batiam as Santíssimas Trindades ao anoitecer. Acredito piamente que se poderá dar um pequeno contributo para ajudar a perpetuar as memórias das minhas gentes dignas e honestas com quem tive o privilégio de muito receber sem nada me pedirem em troca, outras que não sendo do meu tempo, que tanto deram sem nada pedirem em troca. Dar sem receber, era também propósito que estava entranhado nos seus corações.
Voltarmos a termos a seriedade para de novo nos deixarem as portas abertas pela confiança que em nós depositavam. Sabendo que éramos, assim porque éramos, mas que tínhamos bom coração.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

UM HINO A UM DOS MAIORES PESCADORES QUE O DOURO JÁ CONHECEU

Douro não chores
Senão eu choro também
Porque tapas emoções
Na dor que o meu peito tem

Tanta ternura e saudade
Sinto do dono da casa
É uma fogueira arder
E me deixa o peito em brasa

Abençoada que esteja
Por Deus esta casinha
Para que seja perservada
Pela familia que é minha

Vejo em cada angeró
De lousa velha e rompida
Uma corda a dar um nó
P´ra me amarrar mais há vida

Que esteja cada tábua
Que o Patelinha meteu
A carpindo a sua dor
Tal e qual como eu

E em cada pedra de xisto
Que ás paredes dão lugar
Imagino Jesusa Cristo
Com meu Pai a conversar

Serão conversas francas
Confiando-lhe o seu tesouro
Para que guardar eternamente
O Seu amor ao Rio Douro.

domingo, 31 de agosto de 2008

Gosto do Meu Rio - Foi dos Legados mais Preciosos que Herdei dos Meus Antepassados

Não nos deixaram, importâncias monetários ou imóveis de valores consideráveis, pois no tempo do meu avó que nem reformas existiam , a casita habitacional quando era dos próprios, funcionava naquele tempo práticamente como garantia, que haveria sempre um filho que assumiria a responsabilidade de olhar por eles até ao final dos seus dias, o filho que o assumisse receberia em troca a citada habitação. Com os meus avós isso maconteceu. Mas e apesar de a casa ter sido para um tio meu a maior herança que foi herdada pelo meu Pai que me doou a mim essa riqueza inegociável que foi a minha parte de ter o Douro junto a mim e dentro do meu coração. A minha vida de Pescador e posteriormente de Marin heiro, permitiu-me conhecer bem os Pescadores, os do Rio e os do mar.nem uns nem outros foram pessoas de amealharem fortunas, bem pelo contrário gente que lutou com tenacidade e coragem para enfrentar as adversidades da vida. Suportaram porque o esforço era atenuado pelo amor e dedicação ás fainas piscatórias. O meu avó que era natural do Torrão, talvez com o medo da maior cheia até hoje no Douro em 1909, o tenha trazido até Cancelos, o meu Pai que pelo casamento se ligou a uma Familia de onde estavam os outros grande pescadores, tais como o Ti Américo Rouxinol, com 90 anos e ainda vivo, Tios Luis Gordin ha e Tio Francisço Mota, o Ti Albano, pescadores que viveram quase exclusivamente da Pesca. Foram estes que transmitiram e a muitos outros o bichinho da continuidade, onde infelizmente pelas imposiçõescom legislações quanto a mim por gente sem qualquer ligação ao rio e há faina piscatória, têm vindo a desaparecer, porque não permitem que se pesque com redes entre Barragens. Para quem vê diáriamente as continuidades de peixes no manto do rio, apesar de meterem espécie para comerem-se uns aos outros , a exemplo o Achegá, a Perca e o Perca Lúcia, seria talvez importante repensar estas limitações e a captura de várias espécies dariam para muita alimentação e o nosso rio não se importaria com isso porque ao estar mais limpo de Algas e outras coisas mais a reprodução seria muito superior.O meu apego ao rio e há pesca talvez me limite um pouco no desejo, mas não pedindo coisas irrealistas, muitas medidas poderiam ser reimplantadas e em vez de os pescadores serem cada vez mais limitados e om firme propósito de acabar com eles seriam incentivos importantissimos para que a sua paixão e apego há pesca os levasse a não procurar meios que no seguimento criam situaçoes no minímo embaraçosas, por vezes de recuperação improvável. Sei que o meu envolvimento, permitiram-me desamarrar amarras de dependências que sem ested incentivo, seriam muitissmos mais difíceis. Serei suspeito nas minhas ambições, mas ninguem me poderá acusar que não procurarei deixar para as gerações futguras e este alerta actual de saberem que oeste Lugares e Freguesias foram terras de pescadores e que era de inteira justiça perpetuar as suas memórias, estes homens e mulheres, foram um espécie de peixe mamifero que nunca se deixaram arrastar para a destruição do rio nem das suas espécie, gente que cumpriu nescrupulosamente as regras, mesmo que para o conseguirem tivessem tido de passar fome e os seus dependentes tambem. mas foram fieis e leais aquilo que amavam e era o seu bedm precioso. O NOsso Lindo Douro.
Sabemos que Pescadores, Caçadores, Bebedores Excessivos e outros são brilhantes mentirosos, se os bebedores são mentirosos perigosos, os pescadores são mentiras que nao prejudicam nem ofende ninguem, mas mentiras ocasionais e de arranjo. Sed os pescadores são cinícos enquando pescam, acabado a faina são pessoas maravilhosas que partilham entre si a solidariedade. Se o familiar de um naufrago não consegue odiar o rio ou o mar porque lhe levou o seu ente-querido, tambem os pescadores entre si são pessoas com um mundo muito próprio. No tempo em que dura o tempo de pesca somos invejosos, até porque com cita um provérbio Chinês se qaueres ser amigo do teu amigo, não lhe ofereças o peixe mas antes ensina-o a pescar. Reconheço qued quando psco com alguem a minha vontade é pescar muito mais que os colegas, mas acabada a pescaria faço questão de repartir por igual. É este sentir que nos faz diferentes. Apesar de todas as contrariedades o Rio Douro em cada dia que passa para mim a sua beleza e todo o resto que me envolve é mais belo e mais cativantedd e aumenta a cumplicidade entre ambos. Mas é salutar que assim seja, saio sempre mais leve e satisfeito por esztar mais preparado para o dia a dia seguinte. Sei que o Rio em tempo algum pactuou com parasitas em muitas ocasiões parece mesmo ter tido o poderio de decidir e dos enormissimos casos que conheços que foi chamado a decidir decidiu bem. O exemplo mais flagrante era o do Doutor de Midões um homem cheiode massa mas rico avafrento, que metia duas redes quando estavam para sair levantava as mãos com a rezar dizendo; Senhor dai-me muito peixinho , que eu preciso desse dinheirinho, Era quase sempre penalizado pçorque as redes dele ou porque quem lhe as entralhava já o fazia de propósito entrlhando mal, ou nporque então tinha o que merecia. Quando o caudal do rio o permitia e sempre que o areio de Midões não estivesse submerso, pescavam os pescadores das duas m argens, sendo que das quatro pessoas que faziam parte de uma rede por vezes eram metade de cada lado. Chegaram a haver 22 redes. Mas como anteriormente referi o Pscador não era capaz de comer e calar. Um belo dia o meu avô que passava por grandes dificuldades económicas não andava mais ninguem a pescar deitou a rede e apanhou sedte lam preis em vez de se calar e continuar a tentar apanhar mais, não veio logo chamar pela minha avó, pica 1, pica 2 e pica até sete os outros pecadores logo se aperceberam e foram todos a correr e o meu av+om andou 2 dias sem pescar rigorosamente mais nadda para castigo nem uma savelha. O seu filkhon talvez o maior Pescador de todos os temçpos porque no tempo de pesca não tinha sono e bastava-lhe que dormisse uma hora por noite para zse aguentar, passava noites inteiras no Ermo do Remesal a pescar aom Aranhô, sem problemas, mas quando andasse rio abaixo ou rio acima começa a ver bruxas, tardes e .lubizomes,homens que tremiam como varas verdes, mas quando confrotados e para não darem partes de fracos resçpondiam que não era frio mas nervos, Se os velhos lobos dpo mar andam e ajudam não por interesse mas por dever, os pescadores do rio andam pelo amor e afecto que tem ao seu rio e ás suas lides. Quem tem a sorte de trerf uma casa junto a esta maravilha tedm um contributo valiosissimo para a felicidade. Por mim só há uma única hipótese de trocar esta casa e este rio : essa hipótese única , a de poder continuar a partilhar os três o que temos vindo a partilhar até aqui e fazê-lo em cada dia que vivemos com maior intensidade.
ESTE MEU RIO ESTÁ NO MEU CORAÇÃO REPLETO DE AFECTO