sábado, 12 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Homens de Convicções- S. Paio de Oleiros
Os Três Zés!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Dia dos Penedos
Casos Influentes
Era assim que falavamos aqui na nossa Aldeia, este morcão é mesmo um penedo.
Era a nossa linguagem, não nos sentíamos dimuidos por isso, pois quem a nós se nos dirigia nestes termos, era alguém que procurava passar numa mensagem com o propósito de nos incentivar, para que fossemos bons aprendizes e abrissemos a mente para ali alojar alguma coisa.
Recebi hoje e merecidamente essa chamada de atênção, fui alertado para não misturar alhos com bogalhos, devia seguido rigídamente essa orientação, mas a vontade de descarregar para o Blogger o que tinha armazenado falou mais alto. (Penitêncio-me)
Podia deitar tudo a perder, pois separar as águas, vai dar uma trabalheira do Caneco, o meu professor vai dar a Cezar o que é de Cezar, vou ficar-lhe a dever mais esta.
Tenho as minhas desilusões, os meus amigos até muitas vezes fazem-me chamadas de atênção, por entenderem que eu sou um banana, porque acredito de mais e depois sofro, quando sou traído.
É verdade e não lhe quero retirar nem uma virgula ao que falam ou escrevem, mas como poderei deixar de acreditar, quando recebo provas de amizades puras que compensam todas as outras.
Muito sinceramente acredito que recebo muito, mas muito mais, do que aquilo que dou.
Corro o risco de quem me lêr, concluír que escrevo, escrevo e não digo nada. Se calhar é correcta esta avaliação, mas por vezes divagamos, e principalmente, quando queremos reconhecer o amigo que nos ajuda, que nos dá força, e nos desafia para que avancemos, nós temos dificuldade em tratar o problema, porque são pessoas que dão porque são boas, porque gostam de partilhar, mesmo sabendo que o aluno é faltoso.
Tenho o privilégio de ser seu amigo, e ele que me desculpe, mas certo que tem contribuído de forma decisiva, para que me sinta activo e caminhe para a realização . Peço-te paciência e humildemente te lembro, não foras tu e as coisas não teriam avançado:
Foi uma enorme honra ser por ti convidado e teres partilhado comigo na Biblioteca Municipal de Penafiel e a força que me transmitis-te para que me realize, podendo contar sempre contigo e me desculpares pelos erros acima cometidos, segunndo as tuas palavras que são testamentos. Por tudo Obrigado Manuel Araújo Cunha.
Como sabes apareceu outro Filho da Escola Carlos Tintinaine, que tem sido espetacular depois de o ter conhecido na quinta - feira em casa dele na Póvoa do Varzim, que dizer!.... Vou fazer questão de nos juntar os três para um almoço algures na nossa terra e aí sim vou sentir-me enorme. Obrigados.
Comentário final:
Com professores destes o aluno não pode falhar. Um abraço deste Marujo
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Centro Recreativo e Cultural de Sebolido - Junta de Freguesia de Sebolido = Jorna Notícias de Penafiel

O Pulsar Duma Paixão
Guardada Dentro da Sacola
Servi-te Sem Nunca me Servir
Aprendi Isto Aqui na Escola
Pequeno contributo do muito que lhe devo, Presidente do Conselho Fiscal e Secretário da Direção nos Mandatos de 2005/2007 e 2008/2009. Ainda não parti e já tenho saudades.
Somos felizes, quando guardamos uma migalha da broa que nos deram, e posteriormente a partilhamos com quem nos a deu.
A minha pequena mas sentida homenagem à minha Escola
PUTOS DA ESCOLA
Balanço Final
"Por um Sebolido Melhor"
Um nome que já foi muito badalado há quatro anos antes, mas que infelizmente se mantém actualizadissino fruto do pouco desenvolvimento que recebeu a nossa Freguesia
Durante os últimos quatro anos fui um priveligiado em termos pessoais, pois foi-me dada a possibilidade de poder minimizar a divida de gratidão que tinha por este local, onde dei os primeiros passos da minha vida escolar, onde me ensinaram a crescer e preparar para um futuro, que viria em certos períodos a ter de o calcarrear por caminhos pedregosos e imensamente sinuoso.de longe piores dos que tinha de passar nas minhas deslocações diárias para este local (a escola) descalço por cima de calhaus , lama e neve.
Durante um período negro da minha vida estive mergulhado num poço mais profundo onde houvesse coisa alguma para me agarrar, como tal,é fácil imaginar-se a grande dificuldade de sair.
Terá seguramente também ajudado a vontade de regressar às minhas origens, com outros amores fortes(familia e verdadeiros amigos) assim consegui reunir todas as minhas forças interiores e com elas conseguir sair e vencer.
Tinha a firme convicção de que um dia servir, a oportunidade deparou-se-me e apesar de nessa ocasião ter quatro reuniões semanais e ser monitor responsável na Associação de Alcoólicos Recuperado de S.ta Maria da Feira, juntamente com o Presidente e Vice, agarreia de imediato, não podia dizer. Foi com coragem e vontade de servir que assumi, desprendido de outroi qualquer propódsito, não tinha porque dizer eu vou fazer, tinha de fazer primeiro e aguardar o que pensariam de mim, pois quem me convidou o Presidente Manuel daRocha Cardoso,principalmente a ele, eu não o podia defraudar. Nesta hora que estou de partida, porque sempre defendi e defendo rotatividade, não poderei deixar de reconhecer e agradecer a todos quantos trabalharam comigo. Não escondo que houveram algumas pequenas quezilias que não foram de monta, pois nem se poderia esperar porque que assim não fosse, o choque de usos , metodos e costumes seriam diferentes, já que tinha saído daqui há 40 anos e apesar de cá vir frequentemente, e com os hábitos que fui adquirindo noutras Colectividades que servi, inclusivé Comissões de Bem Estar na Armada.
Ainda não saí, porque o mandato termina no fim do ano, tenho ainda como responsável pela Cultura a realização da Festa para as Criaanças e isso enche-me de orgulho porque de há muitos anos a esta parte ela, vai ser realizada em conjunto pela Junta de Freguesia Centro Recreativo e Cultural. Sempre me bati por isso e só não acontecia pela teimosia injustificada pelo anterior Executivo. Diz o Povo e bem sabe, que mudam-se os tempos mudam-se as vontades e é-me gratificante registar que assim aconteceu e que também contribuí para que isso viesse a acontecer. Se o Centro estava a ser defraudado ao não lhe ser atribuído o qualquer de subsidio e quem sabe outros a verem o bolo deles aumentado, simplemente +por ligações de partidarite, como Dierector nem poderia assumir e tornar pública a minha discordância O reatamento de Relacções Institucionais está assegurado e uma reunião marcada em conjunt Felizmente que com as Eleições do 11 de Outubro as coisas mudaram ,~já há luz ao fundo do Túnel, a reunião para o acertar o calendário e realizações para a festa do Natal. Ainda não saí da Direcção e já tenho saudades e sei que vou sentir uma enorme dor,que com o passar do tempo tenderá a minimizar. Quando se gosta do que se faz e em regime de total voluntariado isso é normal que aconteça,esta acanba por ser sempre uma factura a pagar. Custa e sofre-se mais quando se sai de que quando se entra ou se está a desempenhar as tarefas a que nos compremetemos desempenhar em cada mandato. ´Mas que se pode fazer!... Esta foi sempre e será e a lei da vida.
Tenho coisas importantes a fazer , vou tentar dedicar-lhe mais tempo, penso que op que pretendo vir a continuar a fazer será interessantes para o Centro, para a Freguesia e suas Gentes. Não vou partir, pçorque estarei sempre disponivel para colaborar. Feliz por aqui também deixar a minha marca,o que aliás e modéstia à parte tem vindo a acontecer por onde tenho passado e sido-me reconhecido. enche-me de orgulho e agradeço aos meus colegas de Direcção, Vice-Presidente Augusto Cardoso, ao Tesoureiro Adriano Santos e em muito mas muito em especial ao Presidente Manuel da Rocha Cardoso a forma correctissima e elevada (total) confiança que sempre depositou em mim.
A criação da Biblioteca, a quem doei muitos livros, mais os que arranjei e ainda outros mais prometidos e que ainda vão ser conseguidos durante o mandato, a criação e feitura de um Boletim Informativo, com boa incrementação nos nossos associados e amigos da Colectividade, ver de novo o regresso dos Jovens e já se contam bastantes. Serão seguramente o meu cartão de marca, as Excursões (como esquecer a colabloração perfeita com o Adriano e os amigos que nos acompanhavam , inesqueciveis) Convivios e os Espectáculos Teatrais e Músicais,complementam-se o número considerável de novos sócios que angariei e outras coisas mais, preenche-me totalmente e enchrm-me de felicidade e sinto-me orgulhoso por todos, mas porque meu dever e é de inteira justiça reconhecer que tudo isto é repartido em partes iguais por todos nós aqueles que empenhadamente com dedicação e amor vializaram estes eventos e merecemos todos nós com igual mérito, porque só como equipa que eramos conseguimos concretizar o que acima citei, poderia falar no calcetamento, na Jardinagem, no Auditório, mas em resumo o melhor e mais certo é dizer que ficamos aquem do que poderiamos ter feito, pois pode-se fazer sempre um nadinha mais. a situação económica do centro é outra questão de enorme interesse, também aqui numa gestão rigorosa e séria deixamos uma situação económica salutar e que garante sem curtar em nada o normal funcionamento do Centro. Mas tenho de realçar e lamentar profundamente (e diga-se que infelizmente fomos forçados a fazer uma gestão como migalhas porque o Executivo, que tinha obrigação de nos dar o subsidia a que tinhamos direito o recusou.
Termino com a noção do dever cumprido, com a continuidade de gestão rigorosa e séria, mas não vou descurar para que os tempos antigos em que levaram a nossa Colectividade em determinado periodo a vaguear pelas ruas da amrgura. Devemos desejar todos que jamias isso venha a acontecer e que os tempos negros voltem.
Vou cumprir as tarefas que me restam com total abnegação, saio de bem com todos os Directores, comigo mesmo e acima de tudo com o sentido do dever comprido. Nunca integrei nem tinha que o fazer fazer parte de Direcções para ser simpático. As Associações tem Estatutos e como tal, te benesses, mas também deveres e obrigações a que todos nós teremos de nos sujeitar. Não há nem poderá haver sócios de primeira de segunda, bati-me sempre e em todo lado por este ponto fundamental e ele foi comprido. Ainda mais exigente porque se trata da casa com quem me liguei à muitos anos e pela qual sempre mantive uma eterna saudade.
Quando me dirijo para a entrada recordo-me de lá ver o meu Pai, eu e os meus irmão estudar econcluir a 4ª classe, sendo poucos os que o faziam, dadas as necessidades dos nossos progenitores. Também e ainda porque começa cá den tro a forte ligação às crianças da minha idade. Foram quatro anos que aqui estive novamente e que vou recordar e reviver todo o meu passado a todas as horas e muito especialmente no aconchego do recanto da minha velha casinha situada em Cancelos onde armazeno todas as minhas recordações.
Resta-me desejar as maiores felicidades e afirmar que terá se o desejar aquele que me vier a substituir minha total disponbilidade para ajudar no que e onde for necessário desde que eu tenha conhecoimentos para o fazer. A Todos um Bem Hajam e fico Eternamente Grato.
Saudades do Valdemar Ferreira Marinheiro.
Eterna Gratidão.
Sentia algo que me movia no sentido de um dia vir a poder deixar a minha marca junto daqueles que comigo partilhamos horas inesqueciveis de são camaradagem desde os tempos da Escola, apesar das enormes traquinices, mas que serviam para cmentar o amor existente entre todos nós.
É gratificante ouvir hoje daqueles que alguns poucos anos mais novos, nos marcaram como sendo a geração de oiro que jamais em tempo algum dos nossos dias a existiu na nossa Freguesia .
Não me ficava bem nem era sensato da minha parte me avaliar, "mas terei de confessar o meu pecado se for caso disso" masque acredito sinceramente e modéstia à parte que sim.
Eramos um grupo de Putos, (miúdos e miúdas) de uma amizade e invêncões irrepreensiveis. Certo que uns eram mais audazes que outros, não havia ciúmes e aceitava-mo-nos uns aos outros tal e qual como eramos. Tinhamos total iberdade de entre nós pensarmos livremente pelas nossa cabeças, as asneiras que faziamos fosse individual ou em colectivo sempre as asssumia-mos, mesmo que por muitas vezes nos custasse severas punições aplicadas pelos nosso progenitores e Educadores, Professoras e Padre Vasconcelos, um educador severo, mas homem de uma sensibilidade rara, que nos nunca se desprendeu do amor que nos tinha. (Nunca me canso de falar nele, mesmo que não esteja com ele já há quarenta e cinco anos) É para mim uma das maiores referências, mesmo que depois dos dez anos de idade não fosse seguidor da religião que ela professava, mas sempre me aceitou tal e qual como eu era e respeiitou a minha opção . As amizades e admiração perduram e aqui também a memória não deixa que se apague. Sei que está vivo, e quem sabe se um destes dias não o visitarei, pois já ando para o fazer´há uns tempos.) mas nas horas de decidir em conjunto, todos diziamos presente.
O porquê deste Amor
Eramos e somos um grupo de miúdos, (que ainda o somos quando a sós entre nós recordamos os bons tempos que embora distantes nestas nossas conversa os tornamos presentes.) fomos crescendo em conjunto até aos nossos vinte anos, altura que obrigatóriamente tinhamos de partir para a vida militar e na maiolria dos casos para essa famigerada dita Guerra em Terras do Além - Mar e que nos levou a uma separação fisíca, já que e durante muito tempo nos continuamos a corresponder e muitos casos houve que já estavamos por essas terras.
Optei pela Marinha, por lá fiquei muitos, anos, pois aqui e ao servi-la encontrei aquela que viria a ser um dos grandes amores da minha vida, quero-lhe muito, mas isso permite que exista lugar no meu coração para todos.
Fruto do amor que nutriamos pela nossa Escola,onde os nossos Pais também por la tinham passado, um grupo de Jovens do meu tempo cortava-lhe o Coração ver o local que tantas boas recordações tinhamadeixado em total abandono e degração, reuniram-se meteram mãos à obra e deram a este edifício sempre renovo nas nossa, recuperaram-na com enorme sacrifício, tal como tinha feito os nossos antepassados na sua edificação, para que os seus filhos não tivessem de se deslocar para a Escola em Rio Mau, construiram na totalidade e ofereceram-no ao Centro escolar, que aqui passaou a funcionar a escolariedade, deram-lhe vida e mormente as acrescidas dificuldade de toda ordem que eram impostas, eles conseguiram ultrapassa-las, criarem est Centro Recreativo que é o orgulho de todos nós e no qual nos revemos.
Fazer parte da Mobilia
Queria ser parte integrante, se possivel deixar algo assinalável onde ficasse ligado ao grupo, mas para isso teria de deixar marca assinalável. Já que esta falsa questão de fundadores só é levantada a celeuma, ou por quem pouco fez em prol ou posteriormente teve o rabo preso, ou ainda uma conduta no minímo dúvidosa, (quem partilha não fala no que partilhou), e só há duas maneiras de ser prestável, ou somos mesmo, ou dizemos que fomos e para isso dizemos mal dos outros.
Oportunidade Única
Separou-se a oportunidade de poder assumir a responsabilidade da Secção da Cultural, (mesmo sendo Presidente do Conselho Fiscar, era compatível,) o responsável Artur Cardoso decidiu demitir-se de todos os cargos, ao dar-se este vazio, ao me ser perguntado se aceitava desempenhar acedi de imediato, isto vinha a talho de foice, mas embora desenvolvendo um trabalho que me parece ter sido altamente positivo dadas as enormes dificuldades, o avançar para a criação de uma Biblioteca não se viria a concretizar neste mandato, por as condições não serem a mais aconselhadas a avançar, havia coisas a demolir, outras a terem de ser mudadas de local e isso não parecia que se justificasse essas alterações.
Formação da Lista.
Empenhei-me em contactos por razões fortes incluindo esta, sendo que a principal fosse a de proporcionar condições or solidariedade com o Prsidente devia-lhe isso pelo que tinha feito por mim.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Gente da Minha Terra
Testemunho de um rio que corre com destinos incertos. Umas vezes pelas Intepérides, outras pelas atrocidades.
Mas os Rios são Eternos como expressa o Autor.
Ao longo da sua leitura percorremos uma estrada liquida de sonhos, que nos embalam em paisagens lindíssimas e na simplicidade e lealdade das suas gentes.
A bordo do Pirata Azul, saberemos que os desenhos que o amor rabisca nos corações de alguns, podem não passar de uma breve e fugaz ilusão mas o mais certo é ficarem a germinar na incubadora dos dias à espera de um dia resplandecer em frutos.
Filho da Escola
Honra para mim, poder contar com esta dádiva do bom Amigo e Filho
da Escola servindo tal como eu na Marinha de Guerra Portuguesa. Ambos estivemos em
terras Moçambicanas, apesar de não nos termos encontrado, na altura eu estava no Lago Niassa e o Manuel que tinha como destino lá ir parar, acabou por ficar Lourenço Marques, por vontade de um Oficial.
Precioso contributo vitaminado, que fortalece e crementa o nosso amor ao Rio e às nossas Gentes, o mesmo é dizer que nos delicia a todos nós, nesta verdadeira homenagem.
Revejo-me na obra e nas suas citações. Trata-se de obra de com um grau elevadíssimo de profissionalismo a a ligação perfeita à alta qualidade.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Amor que Perdura =Há Luar no Rio
Mário Teixeira Um Homem de Cancelos
Pois é querido Amigo Mário companheiro de traquinices, tal como eu jamais te esquecerá daquele que nos proporcionou momrntos inesquecviveis, mesmo nas tareias que levamos eu dos dois,tu apenas da tua Mãe, já que o teu Pai era um perduário e por isso tu abusavas, ela só carregava quando a tua Tia, não dava muito no Manel e na Lucinda e tu levavas mais algumas porque ela estava sempre atenta e não te deixava brilhar, ao dar conta das tuas infrações à Ti Micas do Pedro. Foram poucas e as que levamos agora sabe-nos bem recordar esse belos tempos e isso fazia também faz parte do programa e consta no nosso álbum de recordações como tusabes. E que o recordamos oi dois tantas vezes, quae não nols cansamos de falar nele. Como foi ter-te como companheiro. Deixa que te diga!...
Deves-me muitas, mas és um querido e seguramente um grande Amigo
MasEu? Sim Tu meu grande Traquina
OUTRO TEMA:
Porque tenho vindo de uns tempos a esta parte andado por outras paragens, escrevendo temas diversos envolventes de outras Paixões.
Muitas dessas Paixões merecem uma atênção muito especial, e tu tens colaborado, porque tens uma memória de elefante. Tens me relembrado muito e isso não vou esquecer, como também nunca esqueci :Como fala a sabedoria popular o bom filho a casa torna. Aqui seguramente não se trata de um regresso ás origens, já que diáriamente nos olhamos, é o privilégio de quem pode desfrutar de condições únicas que sem necessitar de sair de casa te pode observar, ver em ti diáriamente cenários diferentes, confraternizar e ter em ti uma forte fonte de inspiração.
Hoje um tema que me proponho abordar foi proporcionado num artigo que acabei de ler na imprensa diária e cujo titulo é o seguinte:
O BARQUEIRO
Quem não conheceu no tempo o Manel da Abitureira e a sua cara metade São. Vinda do Lamparão de Midões. O Manel atravessa aqui um casal Francês a Senhora com uma criança no colo, a Fotografia obtida de dentro do Barco, pelo Marido, só é possivel ver-se esta parte do barco, um Barco todo ele feito em Castanho e que o Manuel ofertou ao Presidente da Junta Albano Pombas, que por sua vez se encarregou de o Oferecer ao Museu de Penafiel, onde se encontra exposto. Durante muitos anos foi Barqueiro aqui que só passou para Cancelos, quando o Pai já não podia trabalhar as Terras e o Senhorio, não admitkiu que o Manuel continuasse, mesmo não tendo em conta que já lá estava há muitos anos. Saíram e Manuel continuou com a passagem que manteve, até há uns anos atrás e que não foi possivel continuar, porque o Barco estava Velho e os seus Donos viviam em Sebolido e a idade já não ajudava, como também os que pretendia atravessar o Rio eram pouquissimos. Acabou a passaagem, O Barco, o Barqueiro, mas a fotgrafia irá a continuar para que as gerações Vindouras, saibam que em Cancelos ouve Barcos e Barqueiros. Por Amor.
Radares no Dour0
Aparentando ser uma ideia inovadora, certo que a mesma já me ocorreu v,arias veze antes de ela começar a ser adventada, como a minha Minha Profissão tinha a especialidade de Radarista, como tal sei do que falo e a importância deste aparelho de Idêntificação de Aviso Aereo, Misto ou Maritimo. Ou não tivera ter sido a arma mais eficaz inventada durante a Segunda Guerra Mundial.
Muitas vezes ao ver os bacos navegando a par, sem respeitar o minímo de regras de navegação, recordo-me das Viagens que fazia entre Porto/Lisboa e Vice-Versa, em que os Motorista Ultrapassavam e se deixavam Ultrapassar, para sensibilizarem qem transportavam, para receberem depois mais uns troquitos nas Gorjetas que se pediam.
Verdade que é cativante e que até proporcionam, a obtênção de Fotografias de rara Beleza e muitas delas serão Inéditas para sempre.
Mas juntam-se-lhes outros inconvenientes, alguns deles de valores monetários acrescidos.
Neste vai vem, sem respeitar o minímo de distâncias entre si, navegando a esacassos metros das margens e com velocidades desaconselhadas, sem se respeitar aqueles que com muito custo e por paixão ainda contra tudo e contra todos, ultrapassando dificuldades acrescidas para manterem as embarcaçõers legalizadas, sofrem os danos causados por estas infracções., juntando-lhe ainda o desmoronar dos muros, que suportam as terras, ou abrindo buracos que vão dificultando cada vez mais que procura ou teima ainda molhar os pés nas tuas àguas.
SERIA PEDIR MUITO
Como tal impõe-se um limite máximo de velocidade em (Milhas, Nós ou Quilómetros) de acordo com o tamanho dos barcos que navegam no Douro.
Como o aumento do tráfego, o aumento das velocidades dos barcos de grande porte, é notória a degradação das margens.
Os muros existentes que serviam ou servem a suportes de terras estão por tal motivo a desmoronarem-se, já que a navegação faz-se muitas vezes a escassos metros das margens, criando ondulação que vão de vagas com mais de setenta centimetros de altura e com uma força impressionamento a baterem contra os alvos em terra.
São constantes as danificações nos Barcos Balboeiros e outros feitos de madeiras, assim como o rebentamento ou deslocações dos suportes das amarras e que os barcos de fibras, a eles amarrados se danificam ao embaterem contra alvos.
RIO AMIGO
Um Homem do Rio e do Mar, vindo do tempo do Almirante Tenreiro e da Pesca do bacalhau nos Mares da Noruega, sabendo o que representou para a nossa Economia a Frotas das Pesacass, seja do Bacalhau, da Sardinha, do Carapau etc. do Sável da Lampreia e do Peixe Miúdo dos Rios, como compreender que todos os Papéis vindos emanados de Bruxelas tenham de ser impostas, quando muitas vezes e concerteza o Legislador, não tem um pingo de conhecimento das nossas realidades.
Num tempo que dizem de crise e que até nem é culpa nossa, mas do contexto internacional, que um grande número de pessoas vivem em muitos casos de forma duvidosa da Reinserção Social, nos possamos dar ao belo prazer de continuarmos a assistir que as Percas, não não tem minímo aproveitamento , os Achegáz e os Percas Lúcios se vão deliciando comendo os Pdeixes e as suas crias livremente, enquanto que as gentes ribeirinhas e que deveriam ser os verdeiros herdeiros do seu rio se vêm privados de poderem utilizar uma rede que lhes possibilitasse pescar meia dúzia de peixes, muitas das vezes para matar a fome a si e seus filhos, e que mesmo para o fazerem com uma Cana de pesca tenham de sujeitar-se a tanta burocracia.
Como será possivel e por quanto tempo dizer que é posssivel a construção de um Balboeiro, um caíco ou uma canoa, quando fazemos não sei quantos pedidos de legalização, e a redsposata de diferemento ou indeferimento nunca chega. Nos casos dos legalizados e aquando das vastorias, são tantos os utensilios exigidos que para os obter os custos que daí advem aconselham as pessoas a desistirem, muitas vezes por falta de recursos financeiros.
Sabe-se quem é do rio que os utilizadores destas embarcações eram e são os prfincipais limpadores das Margens dos Rios e que se a Burocracia não se mantivesse hoje poderiamos desfrutar de margens e caminhos de acessibilidades, onde os forasyeiros poderiam aderir e dar uma nova vida a esses lugares ribeirnhos, a exemplo o que acontecia noutros tempos no Lugar das Concas em Pedorido, no Areio D´ORTES em Rio Mau e Sebolido e nos Lugares de Cancelos Abitoreira e Midôes.
Certamdente que a Geração de Pescadores de Pesca artesanal e que viveram destas artes poderão ter até á sua Extinsão uns dez anos. Mas felizmente a Internet, hgoje permite-nos divulgar as nossas Memórias e relatar os nossos Testemunho e dos nossos antepassados numa história que leva mais de duzentos anos, pelo que é convicção minha, que mais tarde ou mais cedos, tu amigo Douro voltarás a ter parte da Vida que Injustificada te foi retirada.
Há vontade de alguns como ainda recentemente a EDP estaria na disponibilidade de financiar com largos Muitissimos Milhares de Euros para que espécies e Infra-Estrutras se criassem para que as Tuas Afluentes podessem como deveriam ter meios para a criação e desenvolvimento dessa espécie a exemplo do que se passa com a tua Afluente Rio Sousa com a Lampreia.
O SONHO COMANDA A VIDA. ESPERO QUE ELE VENHA A TORNAR-SE EM REALIDADE
(OS MUNICIPIOS DE CASTELO DE PAIVA, PENAFIEL E SUAS GENTES MERECEM-NO)
DOURO PATRIMÓNIO MUNDIAL
Não deixa de ser no minímo estranho como é possivel dsó te considerarem Património Mundial até a Escamarão.?!....
BOLETIM INFORMATIVO JUNHO DE 2009
BOLETIM COM DISTRIBUIÇÃO GRATUITA E AMIGOS DO CENTRO
Nota relatorial:-
Teve o ano de 2008 e continuado neste ano de 2009, até ao momento. Têm sido para a nossa Colectividade uns anos em que uma grande parte dos anseios e objectivos a que todos ambicionávamos tenham sido concretizados, e que outros estejam na forja em vias de concretização.
Em tempos de crise teremos de considerar que houve um saldo positivo.
A criação do Boletim Informativo que lançamos tem vindo a ter uma ampla aceitação pelos nossos Consórcios, o que nos incentiva que que continuemos com este valioso evento de informação, e que sirva cada vez mais como forte elo de ligação entre todos aqueles que gostam da Colectividade, marco inquestionável na Cultura das nossas gentes .
Quanto ao futuro deste Boletim Informativo, iremos continuar a procurar que ele se torne cada vez mais atractivo, e penetre no coração dos nossos consórcios, para que a sua continuidade no futuro seja um dado adquirido. Procuramos, que sejam no formato ou nos conteúdos de interesse total e que cumpra cabalmente a sua total independência e que nunca perca de vista o objectivo principal para que foi criado.
SECÇÃO DE OBRAS
Estão concluídas as obras de calcetamento.
Os Jardins
A Conservação no Interior e Exterior do Imóvel.
Nota: Está esta Secção a diligênciar, no sentido de se proceder á sua inauguração, o que ainda se verificou por imponderáveis que são de questão de Agenda do Senhor Presidente da Câmara..
Esperamos que elas venham a ter lugar oportunamente.
SECÇÃO CULTURAL
Máquina de retratos ,vindos dos tempos idos anos cinquenta e ainda hoje funcina, na Penha
SECÇÃO DE DESPORTO
Campeonato de Sueca
Temos previsto a realização de um Campeonato de Sueca, e de Snooker para brevemente, pelo que convidamos a mobilizarem-se todos quantos desportivamente gostam de jogar às cartas ou ao Snooker
Nota:
Não há jogadores antecipadamente vencedores, pelo que o Virelas, sempre ganhou ao Sabias.
SECÇÃO RECREATIVA
Realização de dois Passeios Convivios dos quais damos a conhecer
1º- Foi passado mês de Abril uma Excursão Convívio a Peniche, o S. Pedro colaborou connosco e no seguimento dos anteriores eventos onde a amizade e sã confraternização foram a principal nota de destaque.
2º - Por Terras do Minho doqual juntamos alguma fotos que atestam as palavras acima citadas.
A Realizar:
Vamos realizar novo evento desta feita A Fátima e dando continuidade ao que temos realizado em anos anteriores, já estão inscritos dos que viajaram connosco 42 pessoas. Se estiver interessado em viajar e conviver connosco, inscreva-se no Bar do centro Recreativo.
Alegria das Nossas Gentes
Dos Fracos não Reza a História
Constata-se a Alegria Boa Disposição
Os dois Responsáveis
Rio Douro Navegante
Tubos para a Nova Ponte
Informações Diversas
No próximo dia 28 haverá de Junho uma Missa Campal
Encerramento do Ano Paulino.
Em Julho as Festas em Honra do nosso Orago S. Paulo.
O Centro Recreativo foi convidado e aceitou estar presente no lançamento de mais um Livro do nosso conterrâneo Manuel Araújo Cunha para o próximo dia 26 de Junho pelas 21h30m na Biblioteca Municipal de Castelo de Paiva.
(Quem estiver interessado em estar presente pode fazê-lo)
Aquando da visita do Senhor Presidente da República a Penafiel, o Centro foi convidado e esteve presente com o seu baluarte. (Modéstia à parte ouvimos rasgados elogios pela beleza da nossa bandeira).
Fomos Convidados e aceitamos colaborar na recolha de Inscrições para o Passeio dos Avós organizado pela nossa Câmara Municipal a realizar no próximo dia 26 de Julho.
Nota:
Esgotamos a lotação de um Autocarro e encerramos as inscrições, pelo que quem desejar inscrever-se deverá dirigir-se à Junta da Nossa Freguesia.
Até ao próximo Boletim e Bom Apetite.
As associações valem pela força e dedicação dos seus associados, se ainda não o é, inscreva-se como associado da nossa colectividade!
Secção de Cultura, responsável pela Edição do Boletim Informativo.
Valdemar (Ferreira"O Marinheiro")
A Direcção
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Vida de entre Vidas - Pesca Fluvial
Dedicado aos Pescadores artesanais, que já partiram, com muito afecto amor e carinho incluíndo os de Rio Mau/Cancelos/Sebolido Midões/ e Pedorido. .
A Reconstrução da Lingueta que em tempos fora construída pelas Companhias detentoras do Vinho Espumante do Douro e que serviram para desembarcar e reembarcar as Pipas, que eram armazenadas nu,a casa no Tapado do Coelho,sendo que o mesmo acontecia a cerca de uma milha, onde ali também construíram uma outra lingueta, que agora se encontra submersa motivado pela subida do caudal do rio, implantada na Quinta da Abitureira.
Urgia local de atracação
Embarcações atracadas na lingueta dos pescadores marinheiros em 21/03/2009
Os Pescadores dirigem-se ao Barco Rabelo para trocarem Peixe por Jeropiga Dois Pescadores Colhem a Rede, o outro Pescador levanta a Tralha Superior para que o peixe não possa fugir.
4 Pescadores com a Varga, dirigem-se para o Areio, onde darão inicio à Campanha
RECORDAR É VIVER -
ERA ASSIM A PESCA ARTESANAL NOS AREIOS DE PEDORIDO, MIDÕES E DORT´S.
RELATO ILUCIDATIVO DOS APETRECHOS E PESSOAS PARA A PESCA AO SÁVEL E LAMPREIA
INTRODUÇÃO:
Vou procurar ser o mais imparcial possivel, para que não caia na tentação de puxar a brasa em demasia á sardinha. Nasci no seio de uma grande familia de Pescadores,tanto pelo lado materno, como pelo paterno. Naturalmente e seguindo aquela máxima "Filho de Peixe Sabe Nadar". Naturalmente, também eu teria de ser pescador. Trabalhei com todo quase todo o tipo de redes que era utilizada na pesca. Sendo até que a maioria delas as preparei ou ajudei a preparar. Não será muito importante opinar, se dos Lugares e Freguesias Ribeirinhas e neste caso concreto, se os pescadores de Cancelos juntamente com Midões, terão sido proporcionalmente, aqueles que mais se dedicaram a estas lides. Ou mesmo se a sua sabedoria, superava os outros pescadores do Lugar de Rio Mau e da Freguesia de Pedorido, que quando o caudal do rio o permitia pescavam no areio de Pedorido, sendo que os de Cancelos e Midões pescavam no Areio de Midões. Quando o Caudal cobria os dois Areios, todos se juntavam e pescavam no Areio Dort´s, já que este era o maior de todos os areios ao longo do Rio Douro e como tal só em grandes cheias não era possivel pescar. Pelo que me foi dado conhecer estou convicto que todos no seu conjunto levariam vantagens a pescadores d'outras paragens. Já que as suas ligações com outras tarefas eram constantes.
Casa onde existiu uma Loja de Mercearia e Taberna, como também era o Loocal onde se localizava a compra e venda do Sável e da Lampreia. Que os Pesacadores de Cancelos e Midões pescavam foisse no Areio de Midões ou Areio DÓrtes.
CONSIDERAÇÕES :-
Por mim conhecendo os pescadores destes lugares,(tendo pescado com os maiores vultos).merecidamente terá de ter destaque especial, aqueles que viviam quase exclusivamente da pesca . Todos os outros se dedicavam com total empenho. Gente que muito para lá da enorme necessidade que tinham da caça do Pescado.Já que por vezes,esta era a única fonte de rendimento, que entrava em suas casas. Muitas vezes esta era única fonte de rendimento, a sua sobrevivência e dos seu dependentes. Era contagiante notar a maneira como deixavam transparecer uma enorme alegria e o sentimento de paixão e amor que nutriam, fosse pela sã camaradagem, (a partilha) fosse pelo amor ao seu rio Douro.
NÚMERO DE REDES E PESCADORES POR CADA VARGA.
Tempos houve em que Midões e Cancelos chegaram a ter 32 Vargas. Como cada Varga ocupava 4 pessoas, logo 120 pessoas (Homens - Mulheres, Adolescentes e Crianças),que se ocupavam desde meados de Janeiro até fins de Maio. Sendo que depois vários homens continuavam, quando terminava a pesca ao Sável e Lampreia, normalmente no mês de Maio, até fins de Setembro,continuavam a a pesca, utilizando outro tipo de redes e o pescado eram várias espécies de peixe miúdo.
PESCADORES QUE CONTINUAVAM NA PESCA AO PEIXE MIÚDO.
Destes homens destacam-se pescadores, como os Ti´s Jaquim Ferreira( O Garguenteiro),Albano, Carlos e Américo Rouxinóis, Luis Gordinha e Francisco Mota. Muitos outros pescavam dois ou mais anos ,como eu e tantos outros, Jovens e Adultos. Interrompendo, quando se arranjava um trabalho de rentabilidade continuada.
AS ESPÉCIES MAIS APRFECIADAS ERAM O SÁVEL E A LAMPREIA.
Certo que as espécies mais preferidas pelos pescadores e querm as podiam comer económicamente, eram o Sável e a Lampreia. espécies que faziam parte da economias da região. Apreciados e servidos á mesa de muito boa gente.
SAIBA COMO ERAM MANUSEADAS ESSAS REDES E MÉTODO DE UTILIZAÇÃO.
Importa ilucidar como eram manuseadas essas redes e a maneira como eram utilizadas. As redes de arrasto utilizadas para a pesca do Sável e Lampreia só era possivel manuseá -las, utilizando um Barco.
O BARCO VALBOEIRO OU SAVEIRO, SENDO QUE TODOS ELES TNHAM UM NOME PRÓPRIO. Tinha um cumprimento que variava entre os seis e oito metros. Com cerca de 2m de largura, forma abdicada, construído em madeira de pinho e eucalipto.Composto por:- Sagro, Costado, Cavernas, Proa, Coqueiro,Chileira, Taburnos,Toste, Chilote,Terlinga e Draga.Utensilios :- Dois ou mais Remos. Paus de Vela, Bela Bicheiro e Bartedouro. Como nota curiosa. Quando fui para a Marinha e fui estudar marinharia, apenas dois ou três nomes eram usados. O Bartedouro,os Remos, o Mastro e a Vela.
COMO ERAM PREPARADAS AS REDES DE ARRASTO PARA A PESCA AO (SÁVEL E LAMPREIA).
As redes de Arrasto normalmente eram feitas por Pescadores com maior conhecimentos e Arte. O fio era feito de linho, que as próprias mulheres fiavam,com as rocas e fusos, passavam depois para o sarilho, onde ficava em meadas.Estas meadas depois passavam para um novelo,depois para as agulhas de madeira, de madeira também era feita uma forma, para se fazer a malha á medida que em média era de 6o. Para se começar a fazer a peça, haviam 3 maneiras de o fazer; o cabeção,o radial ( que se poderia começar com 3 malhas e o cabresto,todos serviam para iníciar, à peça de rede a confeccionar.
OS ELEMENTOS DE UMA VARGA ERAM QUATRO.
TINHAM REGRAS E HAVIA DISTRIBUIÇÃO DE TAREFAS.
Eram compostos por 4 elementos, homens mulheres e Jovens a partir de tenra idade.Assim se organizava a Companha.
Imprescindível um Barco, o qual tinha de estar matriculado na Hidráulica do Douro.
Teria de ter-se normalmente 8 peças de rede (sendo que cada duas peças mais a pessoa correspondia a um quinhão).Cada peça teria de ter 6,5 braças de comprimento, por 3 braças de largura. Sendo que o total das 8 peças correspondia a uma rede com 140 metros, com 3 braças de altura. Eram ligadas as peças umas ás outras por um fio mais forte.Nas laterais por cordas finas em linho ou algodão, cujo nome eram tralhas,estas eram maiores que as redes para servirem de forcadas, ou melhor para serem depois ligadas a um corda mais grossa chamada tôro. O nome dado aos extremos das redes no sentido de comprimento era cabeções e as cordas que eram ligados a estes forcadas.Ligadas depois de entrançadas aos aludidos tôros de proa e do traste, cordas que tinham o seguinte comprimento. Tôro de proa ligado á furcada tinha 50 metros e o tôro do traste 100 metros. Junto das furcadas era-lhe colocado um cabeceiro (chicharo), que servia de pesquisa para determinar o angulo que a própria rede poderia fazer no percurfso, ao deitar o lanço no tôro do traste. Era feita uma asa, que enfiava numa caverna do barco para nã se soltar casualmente.
TINGINDELA DAS PEÇAS DA REDE DAS VARGAS.
Quando os Panos das redes estavam totalmente prontos,arranjavam-se cascas de Salgueiro, pisavam -se numas pias ou pios, feito em pedra dura. metiam-se dentro de uma Panela de Ferro compradas na Fundição de Crestuma, era cheia de água,era feita uma grande fogueira, depois de bem fervida,a água era metida em grandes gamelas de madeira, onde as redes que tinham side feitas em cru, era mesgulhadas e depois de bem tingidas eram retiradas e colocadas numas forquetas chamadas varais, para que as redes secassem.
ENTRALHAMENTO DAS PEÇAS DA VARGA.
Por cima levava 1 rodela de cortiça,de oito em oito casas era feito um buraco ao meio para enfiarem na tralha superior.
Por baixo com os mesmos espaços levava uma pedra de Xisto, (eram pedra de lousa que se carregavam da Serra da Louseira),arredondavam - se, era-lhes feito um buraco, sendo que no mesmo se enfiava um fio que amarrava á tralha. Para o entralhamento, usava-se uma peça de madeira a que à qual se dava o nome de bitola.
TUDO PRONTO PARA SE DAR INÍCIO Á COMPANHA.
A rede era acomodada sobre a chileira.Os quatro pescadores que faziam parte da Varga, rumavam ao Areio que seria o de Midões, se o Leito do rio o permmitisse ou Areio Dort´s se o Caudal do rio imergisse o Areio de Midões. Se aqui se juntavam as Vargas deste Lugar e de Cancelos no Areio Dort´s juntavam-se ainda os de Rio Mau e Pedorido, sendo que todos pescavam com direito igual.
Aproava-se o barco ao Areio, dois pescadores saíam para terra levando consigo a ponta do tôro da proa, os outros dois começavam a remavar rumo á outra margem de costas para ela (começavam a sacar - "sacar-remar ao contrário").
Começando a largar a rede teria necessáriamente de haver grande cuidado, por parte do elemento que sacava junto ao traste, cabia-lhe a responsabilidade de ver, se a rede que ía entrando na água não caía entrelaçada. Porque se tal acontecesse o lanço ficar irremediávelmente inutilizádo. Pelo areio seguiam os outros 2 elementos, puxando para terra e sempre para a frente as forcadas, para que a rede do seu lado fosse encostada o mais possivel á margem. Isto para que o peixe não podesse fugir ao bater de frente na rede. Os outros dois elementos depois de largar a rede,largavam a corda, atracando ao areio e indo meter a asa num pau espetado no areio. (Chamado Estacão) Depois desta operação folgavam um pouco. Continuava a coordenação entre os 4 elementos, para que o cerco fosse completo com as duas extremidades. A certa altura, seguia-se a operação singer a rede. Os dois que seguiam com o tôro da proa fincavam os pés juntos no areio e íam deslizando, era um esforço grande, normalmente deixavam maracas com regueiras. Quando estava na posição de ser colhida, era dado um berro, dizendo larga, quando tal acontecia já estavam dois elementos a equilibrar as extremidades, ficando assim paralelas,afim de serem colhidas ao mesmo tempo. Largava a corda imediatamente e´dirigia-se ao estacão, chegado lá tirava a asa e corria para o barco trazendo-o o mais possivel para junto do local onde estava a ser colhida a rede. esta operação era feita 2 elementos, enquanto o outro se metia água dentro (já que em tempo não havia galochas (botas de água))e pegava na tralha quer prendia as rodelas de cortiça, segurava-a para cima e levvantava-a para evitar que o peixe que tivesse sido cercado e cada vez mais preso na rede guinasse de um lado para o outro e corresse o cerco de alto abaixo, tentando fugir, o que várias vezes conseguia, quando arrombava a rede.
OPERAÇÃO COLHER A REDE.
Enquanto a rede era colhida, o quarto elemento colhia as cordas e tirava alguns gravatos que estivessedm junto da rede. A rede colhida, tirava-se o peixe, estendendo-o no areio, enquanto 2 dos elementos,davam uma viragem á rede para que ela ficasse ás direitas, para ser novamente metida no barco, procurando detectar ao mesmo tempo qualquer tipo de buraco ou desentralho , ou ainda falta de pedras.
COLHENDO A REDE PARA O BARCO.
A rede era colhida e ficava em feição de ser remendados os buracos, os desentralhos e recolocar as pedras perdidas.
HAVIA UM RESPONSÁVEL PELA VENDA DO PEIXE.
Havia em Cancelos um comprador do peixe, que normalmente a ele os Pescadores de Cancelos vendiam Peixe, contudo algumas vezes vendiam-no no próprio areio, quando tal acontecia o elemento responsável pela venda entrava em negociação com o comprador, normalemnte este, também era responsável pelo livro onde apontava o dinheiro realizado, o qual guardava e depois de tirado o necessário para as despesas de manutenção era repartido de acordo com o que cada um tinha direito.Como exemplo: Vários pescadores não tinham redes, pelo que apenas recebiam meio quinhão, ou seja a totalidade do dinheiro apurado depois de retirado o da despesas era dividido em 8 partes iguais.
OUTRAS REDES QUE ERAM UTILIZADAS PARA PESCAR O MESMO PESCADO A
CABACEIRA
O nome poderá estar relaccinado com a adaptação de duas ou 3 bóias de cortiça,ás quais se dá o nome de cabaceiros (Vulgarmente chamado Chicharo). É necessário meter-lhe estes chicharos (cabaceiros) e uns contrapesos de pedra, para que a rede se mantenha sempre perpendicular. Variava entre os 12 e 15 metros. Tinha um rabo, e dentro deste um outro, que o peixe quando batia na rede,voltava para trás e entrava nesse saco que fechava e não dava para sair. Tinha de ser levantada várias vezes,durante o dia e noite, já que ao entrar Lampreias começava a enrolar, não permitindo a entrada a outros.Na outra extremidade saía uma corda, a qual servia para a amarrar a uma fraga, ou então á pesqueira.As Pesqueira eram construídas pelos proprietário dos terrenos,que quando as não utilizavam alugavam.Recebendo uma quantidade de lampreia a combinar por esse aluguer.Haviam várias a de Santa Cruz,Carneiro, Açorda e a do Atloleiro. As Fragas a da Pica,da Raiva e a de Quebra-Figos.
ARANHÔ OU ARANHUÇO.
Este tipo de pesca era feito em local fixo o mais utilizado era o Remesal em Midôes e o Remoinho em Rio Mau de entre outros. Era necessário uma grande revessa (água a trabalhar ao contrário) o barco ficava de proa para a corrente do rio, a ré com uma corda amarrada aás rochas, para não deixar o barco deslizar.O Aranhô era localizado na proa, a parte que ficava á ssuperficie, era presa com umas cordas ao barco e na outra eram colocados uns calhaus,presos por umas guitas, que ficavam prontas a serem utilizadas pelo pescador. Depois de armado, com a força da água da revessa ficava enfolado. Sentado segurava os tensos, para quando o peixe batesse na rede puxava os contrapesos para o barco e o peixe ficava irremediávelmente cercado.Era uma pesca que exigia uma enorme concentração e paciência. Acompanhei várias noites o meu Pai a pescar no Remesal e muitas delas nem uma picadela dava.
O ALAR.
Eram necessárias muitas estacas de pinho e eucalipto,que espetadas no areio emergido formavam um circo tipo V no sentido da corrente das águas, na maior abertura do cerco entravam as lampreias e no vértice era colocada uma nassa própria, feita de vergas e rede fazendo um arco, para prender as lampreias. Exigia um enorme esforço, mas era basgtante rendoso, já que por vezes se pescava grandes quantidades. Também esta rede foi utilizada primeiro por uma Sociedade de Pescadores de Cancelos e Midões e depois por outros pesacadores.
REDE DE VERÂO - OU DE ARRASTO DO PEIXE MIÚDO.
Também ela exigia um número de 4 pescadores.Homens se destacaram e sempre se dedicaram durante as suas vidas a este tipo de pescaria,uma das razões era a paixão que tinham pelo rio e fazere andar naquilo que gostavam, para eles seria mais de meio sustento.Justo aqui recordar os seus nomes: O Avô Jaquim Ferreira, O Ti Albano, O Ti Carlos Rouxinol, O Tio Luis Gordinha, O Tio Francisco Mota e recem falecido Américo Rouxinol. Muitos e muitos outras pescaram durante dois ou m ais anos, mas ao deparar-se um trabalho mais compensatório, suspenderam esta actividade. Fizeram-no com imensa pena. Mas infelizmente não restava alternativa.
REDE DE ARRASTO - ESCALEIRA.
Era uma rede mais baixa do que a varga, a rede era de pesca ao peixe miúdo,igual á de Verão, pescada por três elementos, como tal a malha muita mais pequena. Levava rodelas de cortiça e chumbo,tralhas, forcadas, tôros e chicharo(cabaceiro) mas mais pequeno. Era utilizada em locais de pouca profundidade.com ela pescava-se o Muge, Barbo,Escalo, Pica, Savelha.CHUMBEIRALevava muito chumbo. Era utilizada para a pesca do peixe miúdo. Utilizada nos tempos de cheias no rio, e nas revessas, nos rios e afluentes. Tinha um formato arredondado,cobria uma área cerca de 10 metros, e uma altura de dois metros e meio e presa a uma corda paróximadamente com 20 metros. Fechada em cima e ía aumentando com a feitura de cambos. O aumento no meio de duas malhas. Era lançada e abria, com o peso do chumbo ía rápidamente assim aberta até ao solo. Depois puxando lentamente pela corda ela ía fechando. Era entralhada e faziá-se umas bolsas, onde o peixe entrava, sendo que várias vezes algum peixe vinha embrunhado na rede. Esta rede era utilizada por muito pescadores.
BARBAL OU MUSGUEIRA.
Durante muitos anos a sua utilização era proibida.
Como o próprio nome indica era princialmente para a pesca do Barbo.Era feita de duas redes, sendo que uma delas era mais larga chamada albitana,o peixe entrava e fazia saco,assim se ganhava tempo suficiente para fazer o cerco. Este cerco normalmente era feito ao meio do rio, utilizavasse um barco e este cerco demorava cefrca de meia hora.PARDELHOSRede de pequena dimensões,colocadas em pontos corrente das águas. são presos para as rochas, levando chumbo, numa das partes laterais e na outra umas pequenas rodelas de cortiça para fazer o equilibrio e lá se deitavam.Normalmente deitavam-se á noite e levantavam-se de manhã. O peixe emanhava e não lhes era possivel saír, porque as barbatanas não lhe pedrmitiam se soltarem.
ESPINHELA
COMO FOI ACABANDO A PESCA DO SÁVEL E DA LAMPREIA!....
O Assoreamento que a partir dos finais dos anos cinquenta

AS MEMÓRIAS NÃO SE APAGAM COM O TEMPO- A MINHA HOMENAGEM ÁS EX-COLÓNIAS- PAÍSES AFRICANOS DE EXPRESSÃO LINGUÍSTICA PORTUGUESA.
Areio de Midões - Raiva
Vista do Sr. do Bonfim - Sebolido

Um elo de amor ao rio. A paisagem mostra o Areio de Midões-Raiva do Peso e o Areio D'órt's - Sebolido
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Freguesia da Raiva e Freguesia de Sebolido- Os 80 Coelhos a Beber àgua no Rio Douro- Fora os que não Contei - - SOPRAM ARES PUROS
Certamente esta terá sido uma das histórias mais badaladas na Freguesia da Raiva e Sebolido.
Uma bela manhã, o Ti António Sapateiro de Cancelos, quando se apresentava nas Fontainhas para carregar o Rabão, virou-se para o Ti Anastácio o proprietário e disse-lhe:- Anastácio nunca vi coisa igual- estavam acolá no Areio 80 Coelhos a beber àgua, fora os que não contei. Pareciam todos grandes pareciam Moços.
AS MINHAS ORIGENS E DOS MEUS FAMILIARES MATERNOS
Continuará em segredo.
Quando o meu Pai dizia para os Amigos que muitas crianças poderiam ter começadas a ser feitas ao meio do rio. Ao ouvi-lo e a grande paixão que nutria pelos Lugares de Midões e Cancelos, comentava para os meus botões.
Como gostaria que isso tivesse acontecido comigo.
Um belo dia e por impossibilidade do meu Pai dirigi-me a Castelo de Paiva pedir uma Certdão de Assento de Casamento.
Por acaso comecei a lê-la, quando me apercebi Segundo o assento de casamento. Que tinha nascido com seis meses e alguns dias.
No ano em que nasci tal não era possivel.
Mas verdade que o meu Progenitor sempre foi um homdem edsmerado e dedicado ao trabalho, seguidor daquela máxima; nunca deixava para amanhã, o que pudesse fazer hoje.
Certo que tenho por Midões um Lugar da Freguesia Vila da Raiva - Concelho de Castelo de Paiva, uma grande Paixão. O mesmo e com Ligações muito mais fortes ao Lugar de Cancelos, pertencente á Freguesia de Sebolido.
Não poderia ser de outra forma, já que sempre tive ligações e convivi em ambos os lados. Os meus Avós Paternos viviam em Cancelos. A minha Avô Materna e minhas Tias, onde ficava amiúdadas vezes, viviam em Midôes.
Nos meses de Fevereiro a Maio e quando o Caudal do Rio não imergia o areio de Midões, era aqui que se Pescava ao Sável e Lampreia. O mesmo é dizer :- Que todos nós residentes em Cancelos, passavamos grande parte dos nossos dias,da outra banda, eu ainda mais, porque era frequente dormir em casa dos meus familiares. Mantive-me assim até aos meus catorze anos.
As afinidades e a ligação a estes Lugar são muitas, a felicidade de poder ter continuado diáriamente de Cancelos avistar e poder falar para a outra margem do rio, com as gentes do Lugar de Midões,ver a Freguesia da Raiva, o Lugar de Oliveira do Arda e o S. Domingos da Serra, assim como o Lugar de Gondarém,tinham por mérito próprio de entrarem muito cedo e perduram no meu Coração.
O Ouvir as Músicas e o Sino da Raiva,de S. Domingos da Serra,estes toques continuados acabam por penetrarem em nós, com uma paixão difícil de descrever. No dia 23 de Janeiro passado, dia do meu aniversário, levei minha esposa a casa da Minha Sogra, quando me deslocava para vir ficar em Cancelos, sem me aperceber fui parar frente á Igreja Matriz da Raiva. Interroguei-me o porquê de lá ter ido parar.
Mas não demorou a saber o porquê.
Desde há muito tempo que existe em mim a forte determinação de dar a conhecer algo desta maravilhosa Terra e das gentes simples e hospitaleiras do Pitoresco Lugar de Midões.
Se em Tempos ídos este Lugar pertencia ao Concelho de Paiva e não da Raiva,´já que uma parte desta Freguesia era Concelho,pelo menos a partir de 1527, como prova o ainda existente pelourinho, o qual foi classificado de interesse público a partir de 11 de Outubro de 1933. Porquanto Midões pertencia ao Concelho de Paiva. As Referências há Capela Particular de S.José e de Santo Ildefonso,Capela Popular, construída pelas Gentes de Midões e Gondarém. Onde hoje e de há uns anos a esta parte se festeja o S.José e Santo Ildefonso.
São valiosos registos,que confirmam o pagamento de rendas ao Clérigo de Paço do Sousa são valores históricos. Como aliás são referênciados e muito bem, no Livro Memórias Paroquiais de Castelo de Paiva.
Quem tem a Felicidade de ter nascido e crescido, com estes amores, juntando- se -lhes o ainda o Lindisimo e atractivo Rio Douro.
Terá de considerar-se um priveligiado.
Só quem tem a felicidade de nascer com um grande Coração pode lá meter todos estes e outros Amores.
Seria incorrecto esconder que apaixonadamente vivo com grandes Amores Cancelos/Sebolido,Rio Douro e a Honra de a ter servido e o Amor que nutro pela Armada.
Muitos outros tem em mim um Lugar priveligiado, sem esquecer Nogueira da Regedoura, já que foi aqui que conheci minha Esposa e nasceram, as minhas duas Filhas, para lá de outros e importantes feitos e valores e as grandes amizades que lá tenho.
Jamais os/as deixarei de amar. Tudo o que se move nas minhas paixões sensibiliza-me. Amar como Amo estes Locais, só podia ter nascido onde nasci e crescido onde cresci. Os anos em que estive ausente fisícamente serviram para reforçarem ainda mais os meus laços de amor e desejo ardente de regresso.
Nos anos em que estive por outras paragens, enfrentei correntes e marés contrárias, fortes Tempestades e Cicloones,tive de enfrentar e vencer um fortissimo Iceberg,que quase me ía vitimando.
Tive sempre o discernemento de querer vencer.
Para um dia voltar.
Interrogam-me familiares meus como ainda é possivel tante dinâmica.
A resposta é única.
O ter de ser e querer tem uma força enorme, que nos permite ultrapassar obstáculos que possam parecer intransponiveis. Certo que voltei, o tempo que por cá ainda poderei andar não sei, mas sei que nem isso é muito importante.
Importante sim -: ´´E que desde que regressei tenho procurado dando o máximo de mim próprio para dar o meu contributo, para que aquilo em que acredito e julgo ser importantissimo registá-lo.
Jamais possa morrer por algum dia alguém ter tido a coragem de o escrever.
MiDÕES/RAIVA-CANCELOS/SEBOLIDO NOUTRAS PARAGENS, APRENDI A SABER QUANTO IMPORTANTE
É A ALMA DE UM POVO
Pela Minha Experiência e Vivência em Outras Paragens.
Sei quanto importante é :-
A ALMA DE UM POVO.
Maravilho-me quando sei que existem estudiosos das histórias locais e no caso concreto eles existiram e existem nas minhas Freguesias, que ao longo dos Séculos recolheram e publicaram informações e lembranças sobre as nossas Terras, em Jornais, Revistas, e Monografias e mais recentemente nos Sites e Blogues da Internet. Isto permite vermos retratadas num inventário e Testemunhos Vivos em que as medmórias dos Lugares e suas Gentes constituem matéria-prima priveligiada. Mais importantes se tornam ainda porque normalmente são testemunhos registados por esforçados elementos, pouco letrados e que como tal falam e escrevem a linguagem dos seus testemunhados. Mas muito provávelmente se esperassemos pelos letrados, o conhecimento das nossas Freguesias e suas Gentes estaria sériamente comprometido.Assim e apesar de em parte ainda estar por concluír o retrato Social e Humano das nossas comunidades, os usos e costumes crenças ,conceitos e figuras fascinantes, outros mais atrazados como por exemplo a ligação do Lugar de Sebolido e Abitureira enquanto integrados na Freguesia de Canelas, já que a história dos três se confundem. As deslocações e os perigos iminentes porque passavam nas suas deslocações para poderem assistir ao acto religioso em Canelas. Sabermos onde eram sepultados os restos mortais das Gentes destes Lugares, antes da feitura da Igreja Matriz de Sebolido. Quem sabe se a Comissão Fabriqueira não possa interceder junto do Clérigo para que se proceder a uma investigação. Já que a capacidade dos Teólogos e se calhar disponibelizariam-se para uma consulta que nos viria a ilucidar. Seriam preciosidades estes dados importantissimos para as presentes e gerações vindoiras que cada vez se importam mais pelo passado distante, vividos pelos seus antepassados.Num Artigo Falar dos Lugares de Midões e Cancelos e das duas Freguesias de Raiva e Sebolido é como se as suas Gentes voltassem a juntarem-se para as Grandes Romarias e Bailaricos no Areio de Cancelos e Midões, o Cantar ao desafio na Tasca do Pereira ou Jogar à Malha ou enfiar o pau na Rigueifa, junto á Taberna do Tenente. Voltar a Dançar ao Toque do Altifalante colocado na Tasca do Ti Mário Barrigudo ou Deitar e Avinhar mais uma Rede de Arrasto, ou uma Chumbeirada nos Portelos, ou então porquie não as Cabaceiras na Pisca, O Barbal, no Peso, O Alar no Caroço e o Aranhõ no Remesal, A Passagem na Abitureira ou em Quebra Figos e as Cabaceiras no Carneiro, Os Pardelhos na Sardinheira e voltarmos a ser pagos para atirar pedras para levantar as Perdizes no Balde Escuro e os Senhores Doutores atirarem sobre elas.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Gentes do Rio Douro, Numa Viagem de Sonho - Freguesias de Sebolido e Raiva
Conversas dentro de água. Falando com o Rio.

Progenitor Agostinho Ferreira o Arrais e sua cara metade Elisa da Presa

marinheiro no cesto da Gávia

Cancelos é Lindo e o seu povo hospitaleiro ou não fossem pescadores/marinheiros



Marinheirando numa viagem de sonho
Rabão relata um passado dos meus avós maternos como barqueiros por conta própria comprando, transportando e vendendo no PortoA VIAGEM PROMETIDA - O REVIVER DE GRATAS RECORDAÇÕES.Nenhum dos Pontos mais negros da Minha existência e são muitos os trocaria pelo maior Jackpot de que há memória no Euromilhões. Os Outros, são de valor incalculável, de números tão astronómicos que nenhuma máquina calculadora conseguiria realizar e apróximar-se do valor real. Uns e outros enchem o meu Armazém de Experiências e Sabedorias que me permitem partilhar sem correr o minímo perigo de erro, que permitam o insucesso ou desonestidade. Este valor conseguido não está disponivel, nem ao alcance, em nenhuma área de Grande Superficie.Ou Locais de enormissimas dimensões. Mas só possiveis de encontrar em grandes corações. Valor Humano que supera o valor material.Se há Mulher de Cezar, não bastava Sê-lo,tinha de parecê-lo. Aos Solidários esse Valor ilumina quem dele necessita.Talvez seja injusto da minha parte falar assim, já que. Continuo a muito receber diáriamente para o pouco que dou, segundo o meu cálculo. Esforço-me por em cada dia que vivo dar o melhor de mim, mas talvez esse melhor que julgo poder ter dado possa ter sido muito pouco e que com mais dinâmica poderia ter dado muito mais. Vou a Caminho dos vinte e três. Em que procuro viver um dia de cada vêz. Escolhi o dia de hoje, para tudo dar. Sempre e só no dia de Hoje. O Ontem já passou e ficaram armazenadas, o que de positivo ou negativo deixei feito. O Amanhã quando chegar será o hoje e então sim. Uma nova tentativa de fazer mais e melhor. Já que convictamente sei que inteligente é quem repete erros Novos e não quem repete os erros Velhos. Se tempos houve que apressadamente me fui matando! Hoje tudo procuro fazer com dignidade e amor para estar de bem com a Vida. Para esta Luta constante, tenho necessitado e cada vez mais volu precisar destes preciosissimos utensilios.Pois Quem Vai para o Mar ou Rio tem de aviar-se em Terra. Um Bom Marinheiro precisa de ter :- A Antiquíssima, mas saudosa e Acolhera Unidade. Tenho a Casa dos Meus Pais. A Embarcação:- Tenho o Meu Balboeiro de Nome "O Marinheiro"A Espadela :- Tenho a Minha cara Metade LúciaDois Remos : - Tenho as Minhas Lindas Meninas Catarina Eufêmia e Carla Rocha.O Mastro :- O Pescador Barqueiro- Meu Pai Agostinho Ferreira,que leva ainda a Chumbeira e a Mugeira.A Vela- O Meu Primo Alberto, Para ambos irmos de novo roubar as Uvas Quilhão de Galo á Quinta do Narciso e roubar o Dinheiro do Peixe para comprar Tabaco do Fortes.As Pegas :- O Meu Tio Luís Gordinha e o Manel Venâncio enquanto esperam que a gente regresse da venda do Peixe e de roubar as Uvas. O Vento e a Água :- A Minha Tia Aurora Que Cú p´ra Dentro e ´Cú p´ra Fora E que com aquela cara de Pasmar. Que há Primeira Mijadela. Vai fazer andar o barco á Vela. . Vai encher um Alguidar. P´ró Barco não Encalhar.O Piloto Mentor Companheiro Inseparável Rio Douro Cosinheira :- Leinheira /Pescadora - Elisa da Presa - Minha Mãe= Ajudantas Lete e Sabina - TiasComandante :- Jaquim Ferreira ( O Guerguenteiro)- Avô Paterno Lavadeiras= Júlinha e Guida Serralheira = TiasMatador de Gado = João Coveiro- TioMoço da Loja Simão - Tio - Santo e Senha = Pataca a Ti, Cartilho a mim. Repita- Pataca a Ti cartilho a Mim.Amanho de Peixe. Ana- PrimaPescadores - Sapateiros-António e Jósé Ferreira- Irmão e Ti Albano Amigo, Para cortar de novo a rede ao meio em Alpendurada.Responsável Eclesiástico :- Ex- Seminarista Mota (Cunhado e Quim Ferreira ( Irmão ( Sácristão. 2ª das Nove Sextas- Feiras- Jejum para tomar Hóstia - Figos da Figueirado Tapado do Coelho´Cão de Bordo JolimPregoeiras do Peixe = Guida Ferreira (Avô Paterna e Oivinha Gordinha (Tia Materna)Costureira= Margarida - Ternina.Barco de Apoio: Rabão do Avô e Avô Materna Manchica. Restante Guarniçao do Rabão Tios e Tias Maternas e Manel e Luísito Padrinho e Afinhados.Responsáveis pelo Toque músical de Largada :- Valdemar e Quim Ferreira,Aprendizes de Música na Banda de Rio Mau.Ouvem-se os Sinos :- Santo Ildefonso Em Midões/Gondarém em S. Brás em Canelas. Na Igreja Matriz da Raiva, O Carrilhão em S. Domingos da Serra e na Igreja Matriz de Sebolido. Na Capela da Senhora das Amoras e porque hoje é lá a Festa Dia 8 de Setembro a Mãe Elisa, festeja o seu Aniversário. Vai cantar-sde-lhe os parabéns. A largada está a apróximar-se; Oliveira do Arda,Raiva,Gondarém, Midões e Cancelos estão emocionadissimos. Ordem do Comandante Guerguenteiro para tocar á Faina. Todos aos seus Postos. Ordem para Recolher o Primeiro cabo e Espia da Lingueta. O Ujo das Fragas do Vale Escuro dá um Uivo, Faz o Primeiro reconhecimento Faz-se acompanhar de incontáveis perdizes que tapam o sol por completo e dificultam as manobras.Os Coelhos que estavam a Filmar deixam de ter claridade e não podem prosseguir o seu Trabalho. Por ainda não existirem Flaches. Os Muges Comandados pelo António O Grande Muge Saltam de Contentes,Barbo, Escalo, Voga, Enguia e a Lampreia Dobram-se Todas. O Sável esse deixa correr regressa pequeno ao Mar alheando-se da Confusão, as Perdizesteimam em continuar.O Comandante Guergueteiro a Tremer que nedm Varas Verdes, lança um S.O.S.Saiem de Cú para a Porta. O Paulo, A Guilhermina A Sapeira a Moira, A Rosa a Guida e Matilde Desparam a artilharia, pouco depois o seu voltava á normalidade,mas os gases peidémicos eram asfixiantes. Valeu a ajuda Preciosissima das Moscas, que morreram milhares asfixiadas.Todos foram condecorados e ficaram a ter cús de Guerra Anti-Aéreos.Um Percurso memorável numa viagem histórica,ainda hoje se recorda o forte Mosqueteiro e Jeropiga que muito contribuíram para impedir a penetração do frio Corpos dentro. Um Fim quase trágico, qundo o Muge entornou Jerupigamente e quase morria congelado junto á casa do Zé do Paulo. Lá Fomos Rio Acima, Os Portelos, a bitoreira, a Cortiça, O Remesal,a Seixinha, Figueirido,Linhares,Tudo estava Ali, mui sorridentes, como a quem nos a desejar uma boa continuidade e um melhor regresso. A Valsa, Oliveira Reguenga e Entre - Os -Rios, até o Comboio e Linha inaugurados no tempo de Jovem do meu Avô nos esperavam. Passamos a Ponte e tamanho o susto tivesse o pressentimento que ela nos estava a caír em cima, dizia o meu Avô que ela já tin ha estado quase a caír na grande Cheia de 1909 e ele que era natural do Torrão, sabia do que falava. Felizmenter. Foi Ilusório. Continuamlos Viagem e frented ao Torrão na Varzea do Douro. Como na Varzeela que nunca Venta. Mas a minha Tia Aurora, com os Ventos Silênciosos da Prima Barrota lá provocavam ventos sufcientes para que Barco e Rabão se fosse Movimentando. Sem que nada o Fizesse Prevêr os Sopros habituais do Meu Irmão o Auim e os mal cheiroas do Zé os inesperados do Tarim- Ternina lá contribuiram para que os Barcos se apróximassem dos dez nós Hora. Navegamos frente Quinta Nraciso, acabamos de entrar no Poço do Castelo, O Comandante Supremo,manda apitar novamente á Faina porque decidiu Fundear as Embarcações para Almoço. Começamos a falar eu e o meu Rio. Tinha decidido ser hoje o dia D para lhe confidenciar tudo sobre a minha Segunda Mãe. A qual dá pelo nome de Armada o mesmo de (Marinha de Guerra Portuguesa) e o que ela me tinha proporcionado. Sempre me encorajando que eu gostasse mais e cadaz vez mais da Minha Mãe Elisa.Esta Dona Senhora não tem ciúmes dos seus Filhos, ao contrário de nós. Agora tocou para Almoço, retomaremos a conversa depois de almoço. Depois do repasto e uma soneca de repouso, um pouco prolongada, porque o Vento teimava em não caír, vamos prosseguir a viagem. Não poderemos de forma alguma criminar o Vento por tardar em soprar, devemos isso sim agradecer-lhe. São 15 horas e todo este tempo, serviu para se colcar a conversa em dia. Nós os mais novos,divertimo-nos imenso, funcionou o Jogo do Peão o saltar á Macaca e ainda sobrou um pouco de tempo para jogar á Pincha(ao Botão). Os homens, esses forma divertindo-se com uma forte e bem ralhada Suecada, enquanto os Outros íam jogando á Malha. As Mulheres essas, depois de lavar as Louças, preferiram para dar á tramela e colocar a conversa em dia.Certo que o Vento não sopra muito forte, mas como o tempo que dispomos para esta viagem é ilimitado, o importante é que ela continue a correr harmoniosamente como até aqui e por outro lado o Vento ao Soprar brando, proporciona-nos, uma melhor miragem,o mesmo é dizer:- Podemos mais calmamente admirar estas maravilhosas paisagens ao pormenor. Deixamos à pouco o areio de Sabolido,o Castelo continua lindo como sempre. A Ilha dos Amores e o Rio Paiva continuam com uma atracção invejável. Um e outro parecem estar a convidar-nos para que estejamos com eles mais tempo. Gostariamos imenso e seria com enorme satisfação que o faríamos, mas o prometido é devido e como tal temos de continuar viagem. Teremos a oportunidade de encontrar novos atractivos e como sempre estamos convictos que no final da Viagem não vamos poder eleger ou destacar um local em especial, já que todo o percurso é de uma atracção apaixonante. Estamos já perto do Cais de Escamarão, do lado esquerdo fica a bacia de Bitetos, o Avô Jaquim (O Garguenteiro) já reuniu as Tropas e deu ordem para atracar-mos no Cais em Bitetos. Certo que andamos poucos nóses e quando o Vento sopra razoávelmente bem, parar por volta das 4 da tarde não parece boa ideia. Mas como se diz na Gíria, que se perca a Batalha, mas nunca os bons costumes. Para um bom Pescador, que se preza de o ser, a paragem em Bitetos, é mais que um dever. É uma obrigação.Certo que a paragem não será longa, o tempo de chegar á Tasca, comer umas latinhas de Atum, ou então se houver! Há que comer uns Barbitos Fritos e umas Azeitonas. Tudo correu de acordo com o previsto, são 17 horas e o vento continua a soprar, já tocou de novo á Faina e as Velas começaram a ser Içadas. 
a minha querida e saudosa Ti Julinha que também faz parte da guarnição.

´Recordando S. Tomé e Príncipe nesta viagem de sonho rio acima Douro abaixo

Do meu álbum de recordações
Senhor do Bonfim e o lugar de Cancelos e o Areio D'órt's do Lado direito.

Areio de Boiro que ia da ilha dos amores no Rio Paiva aos cais de Escamarão Cinfães do Douro









